Curitiba - Entre as novidades que podem ser implantadas na Assembleia Legislativa a partir da aprovação de projetos de resolução que tratam da transparência da Casa, está a alteração na regra que dispõe sobre a chamada verba de ressarcimento.
Atualmente, a resolução 003, de 2004, define apenas que a verba de ressarcimento - atualmente no valor mensal de R$ 27,5 mil para cada parlamentar - pode ser gasta com passagem, refeição, moradia, aluguel de veículo, telefone, combustível, correspondência, hospedagem e despesas relativas à manutenção de escritório (incluindo aluguel, aquisição de material de expediente, impressão de informativos, condomínio, IPTU, água, telefone, energia elétrica e demais taxas). Pela nova proposta, segundo apurou a Reportagem, o valor total da verba de ressarcimento passaria a representar três categorias diferentes de despesa.
Do total, R$ 9,2 mil poderiam ser gastos com transporte, R$ 3,3 mil com telefone celular e correspondência e R$ 15 mil com consultorias, gráfica, alimentação e hospedagem. No grupo referente aos R$ 15 mil, também entraria despesa com combustível, que agora seria pago de outra forma: o dinheiro disponível ficaria limitado a um número máximo de quilômetros rodados e os veículos usados nas atividades parlamentares teriam que estar cadastrados.
Os projetos de resolução que tratam de medidas de transparência aos atos da Assembleia Legislativa acabaram não entrando na pauta de votações ontem, o que ainda pode ocorrer entre hoje e amanhã, segundo declaração do deputado estadual Nelson Justus (DEM), presidente da Casa.
Os detalhes das propostas ainda são mantidos em segredo pelo comando do Legislativo. Segundo Justus, as matérias só não entraram ontem porque ''não deu tempo''. ''A forma jurídica não está pronta'', explicou ele.

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