Oviedo quer presidência do Paraguai
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2003
Gilmar Agassi<br>Equipe da Folha 
Cascavel O general Lino Oviedo, ex-presidente do Paraguai, esteve segunda-feira, em Cascavel, visitando o Show Rural Coopavel 2003. Ele estava acompanhado do candidato à presidência do Paraguai pela Unace (União Nacional dos Cidadãos Éticos), o senador Guillermo Sánchez, e do vice-candidato, Victor Sánchez. Durante coletiva, Oviedo disse que pretende ser anistiado e retornar ao cargo de presidente de seu país.
O ex-presidente frisou que entrou com uma medida cautelar junto à Organização dos Estados Americanos (OEA) para garantir o registro de sua candidatura nas eleições presidenciais marcadas para o dia 27 de abril. Oviedo usa como base de sua defesa junto a OEA, uma decisão do Supremo Tribunal Federal do Brasil que o considerou inocente das acusações de tentativa de golpe de Estado. ''Tenho convicção que serei inocentado na OEA e poderei voltar ao meu país''.
Enquanto não se decide o futuro político do general, a Unace, partido de Oviedo, lançou como candidato o senador Guillermo Sánchez. A expectativa de Oviedo é conseguir a anistia, mediante a vitória de seu candidato. O próprio Sánchez reconhece que sua vitória representa o retorno de Oviedo ao comando. O slogan de sua campanha, ''Teu voto vale o dobro: Guillermo ganha, Lino Oviedo presidente'', reflete os planos do partido.
O general demonstrou muita confiança na vitória do candidato de seu partido. Ele ressaltou que mesmo não podendo concorrer ao cargo, seu nome figura em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Além disso, Oviedo acredita que a crise enfrentada pelo atual presidente e seu maior adversário político, Luiz González Macchi, que acaba de se livrar de um processo de impeachment, ajudará na eleição do senador Sánchez.
O candidato garante que se for eleito, irá ''restabelecer a Justiça e o Estado de Direito no Paraguai''. Guillermo Sánchez observou que seu país só conseguirá superar a atual recessão com uma profunda mudança na estrutura sócio-econômica. O general Lino Oviedo foi condenado há dez anos de prisão por tentativa de aplicar um golpe de Estado, em 1996, contra o então presidente, Juan Carlos Wasmony. Na época, o ex-presidente se refugiou na Argentina e posteriormente em Foz do Iguaçu, onde chegou a ser preso. Entretanto, o governo brasileiro acatou um pedido de anistia do general, que agora tenta retomar seus direitos políticos e voltar ao poder no Paraguai.


