Brasília - O general paraguaio Lino Oviedo pediu ontem ao Ministério da Justiça que o governo brasileiro colabore para garantir o seu retorno seguro ao Paraguai, programado para a segunda quinzena de junho. Oviedo pretende se entregar à Justiça de seu país e ser submetido a julgamento pelas acusações de ter planejado um golpe de Estado, em 1996, e de envolvimento no assassinato do vice-presidente Luiz María ArgaÀa, em 1999. Em seu regresso, o general espera a companhia de representantes do governo e do Senado brasileiro, da imprensa e da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Na tarde de ontem, Oviedo reuniu-se com o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luis Paulo Barreto, para pedir que o governo solicite ao Paraguai, por meio de um documento, garantias de integridade física de Oviedo e de respeito a seu direito de responder na Justiça pelas acusações. Também solicitou que um representante da Comissão de Direitos Humanos acompanhe Oviedo em seu regresso ao Paraguai.
Conforme informou a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, Barreto limitou-se a afirmar que seus pedidos seriam analisados, sem prazo para uma resposta definitiva. Melhor acolhida ao general veio do Senado Federal. Oviedo foi recebido no plenário, onde o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) propôs que ele fosse ouvido hoje, durante sessão da Comissão de Relações Exteriores da casa.

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