Preso em junho de 2000, o ex-general paraguaio Lino Oviedo obteve ontem a autorização do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio de Mello, para ser transferido do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM) para a casa de um primo no Lago Sul, área nobre de Brasília. A liminar concede ao general o direito de aguardar em prisão domiciliar a decisão do governo brasileiro sobre o pedido de refúgio dele.
A decisão não é definitiva. Em agosto, na retomada dos trabalhos dos Judiciário, o plenário do STF pode opinar pela manutenção do despacho do ministro Maurício Corrêa, que havia negado o mesmo pedido na semana passada.
Oviedo responde a dois processos no Paraguai, um dos quais pelo assassinato do então vice-presidente daquele país, Luis Maria Arganã. Ele foi preso em Foz do Iguaçu, após ter entrado, ilegalmente, no Brasil. O pedido de asilo do ex-general será examinado na próxima reunião do Comitê Nacional para Refugiados (Conare), subordinado ao Ministério da Justiça. A data de encontro do comitê ainda não foi marcada.

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