Curitiba - O ex-general paraguaio Lino Oviedo, condenado pela Justiça paraguaia a dez anos de prisão por golpe de Estado em 1996, apresentou ontem ao governador Roberto Requião e secretários as propostas de governo do seu afilhado político e candidato à presidência Guilherme Guffanti. As eleições no Paraguai ocorrem no próximo dia 27.
O governador defendeu a integração dos países do Mercosul. ''O Brasil tem dívidas econômicas e históricas enormes com o Paraguai'', afirmou, através da assessoria de imprensa. Guffanti é candidato pelo partido da União Nacional dos Cidadãos Éticos (Unace), cujo presidente é Oviedo.
Guffanti também defendeu uma maior integração entre o Paraguai e o Brasil, especialmente com os estados do Sul, com o objetivo de fortalecer o setor agropecuário paraguaio, de acordo com a assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu. O candidato também reforçou a intenção de combater o narcotráfico, a legalização de carros roubados no Brasil e a criminalidade.
Oviedo declarou, de acordo com o governo estadual, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador do Paraná são os interlocutores mais habilitados para discutir a reforma e unificação do Mercosul. O ex-general, apesar da condenação da Justiça paraguaia, está legalmente no Brasil há quase dois anos com um visto de estudante. No entanto, ele foi advertido pela Polícia Federal de que não pode participar ou promover reuniões políticas.
Além da tentativa de golpe de Estado em 1996 contra o então presidente Juan Carlos Wasmony, que se manteve no cargo, Oviedo também é acusado de ser cúmplice no assassinato no vice-presidente paraguaio Luis ArgaÀa, morto em 1999. A Justiça paraguaia pediu extradição do ex-general ao Brasil, que foi negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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