Além dos R$ 230 mil localizados em Goiânia, o Ministério Público (MP) deverá recuperar em breve outros R$ 25 mil que foram parar na conta da empresa Realty Participações, de São Bernardo do Campo. O proprietário da empresa, Márcio Luchesi, entregou o valor para uma agência de viagem de São Paulo como pagamento de um pacote de viagem para África em nome dele e da família. A viagem, que deveria ser realizada no final de 1999, foi cancelada e o dinheiro ficou parado na agência como ‘‘crédito’’ para Luchesi.
O MP chegou à agência de viagens também rastreando o dinheiro desviado da prefeitura. Foi necessário quebrar o sigilo bancário da empresa para comprovar a transação. Esta semana, um advogado da agência se antecipou e disse que aos promotores que estariam dispostos a devolver o valor. A investigação do MP apurou que a Realty ‘‘lavou’’ R$ 1,6 milhão desviados de Londrina. Apesar de recuperar esses R$ 25 mil, o promotor Cláudio Esteves informou que a maioria do dinheiro que foi parar na conta da Realty foi sacado.
Além do MP, a Polícia Federal também investiga Luchesi em inquérito que apura lavagem de dinheiro. O delegado Sandro Roberto dos Santos chegou a procurar Luchesi em São Paulo e São Bernardo mas ele está desaparecido. A PF apurou que ele ostentava riqueza, morando em condomínio de luxo e andando em carros importados. A Realty tem 99% do capital pertencentes à Norgred Sociedad Anonima, empresa uruguaia utilizada pelo ex-presidente Fernando Collor de Melo na chamada ‘‘Operação Uruguai’’. (L.H.)

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