Entre as 29 buscas e apreensões realizadas ontem pela Polícia Federal, duas delas ocorreram em casas de pessoas ligadas ao ex-governador do Paraná Roberto Requião (PMDB). A casa do ex-superintendente da APPA Eduardo Requião foi vistoriada na tentativa de encontrar provas que o ligassem ao esquema de corrupção no Porto. ‘‘Nós fomos buscar elementos uma vez que o nome dele foi citado de forma peremptória num determinado e-mail, num determinado documento. A princípio não tenho como falar se ele está envolvido, não foi deferida prisão alguma. Então nós estamos analisando’’, afirmou o delegado Nazário.
Também teriam sido realizadas busca e apreensão na casa de Luis Mussi, primeiro suplente de Roberto Requião no Senado. Entre os presos durante a operação está um inspetor do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que participaria do esquema passando orientações aos envolvidos para escapar da fiscalização do órgão.
Os demais presos são ex-diretores do Porto e funcionários do Terminal CBL. O proprietário e um funcionário do terminal estão foragidos. As prisões são em caráter temporário e se encerram à meia-noite de domingo. Será pedida a prorrogação apenas para Souza.
‘‘Vamos dar continuidade à investigação até porque foi apreendida uma farta documentação, além de uma quantia em dinheiro. Vamos tentar descobrir a origem desse dinheiro.’’ Somente na casa do ex-superintendente Souza foram encontrados R$ 65 mil em dinheiro num compartimento com fundo falso, além de uma duplicada de R$ 800 mil emitida por um dos terminais do Porto.
O atual superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Airton Vidal Maron, baixou ontem uma portaria mandando auditar todos os contratos firmados em administrações anteriores e que estão sendo investigados pela Polícia Federal dentro da Operação Dallas. A portaria determina ainda que, na sequência, sejam auditados todos os contratos – também firmados em gestões passadas – e que estão sendo questionados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Sobre as prisões efetuadas pela Polícia Federal em função da Operação Dallas, a APPA esclarece que nenhum dos detidos é funcionário desta administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. (M.R.M.)

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