Outro doleiro também busca delação premiada
Curitiba - O doleiro Carlos Habib Chater, já condenado a cinco anos e seis meses de prisão dentro da ação penal da Lava Jato que apura lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas, é mais um réu que está tentando fechar acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF).
Chater possuía fortes ligações com o londrinense Alberto Youssef e também estaria sendo pressionado por familiares para tentar se livrar da prisão. O antigo advogado do doleiro, Ticiano Figueiredo, não confirmou a informação de que seu ex-cliente estaria tentando um acordo, entretanto apontou que estava deixando o caso por não concordar com um "novo posicionamento" adotado por Chater. A reportagem entrou em contato com a nova defesa do doleiro, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.
Chater está preso na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo o MPF, ele mantinha sua base de operações em Brasília e, no processo referente ao tráfico de drogas em que já foi condenado, ele realizava operações de câmbio e intermediava a movimentação de valores provenientes do tráfico de drogas. Ele é réu em outras duas ações penais da Lava Jato. (R.C.J.)





