Outras siglas também arrecadam mais
A reportagem da FOLHA também teve acesso aos dados de prestação de contas do PP, que é o segundo maior partido do Estado em número de filiados e o PDT, cuja legenda abriga um dos três senadores do Estado (os outros dois são do PSDB). Entre os dois a maior variação de receita foi do PDT, que arrecadou 432% a mais em 2008 do que em 2002. Já o PP registrou uma variação de 359% de 2003 a 2008.
As receitas do PDT foram beneficiadas pelo aumento de 66,67% nos repasses do fundo partidário, de 1.239% nas doações recebidas de filiados e o registro de R$ 350 mil em doações de empresas, que foram inexistentes em 2002. Isso é natural. O partido cresceu, se fortaleceu e elegeu mais. Se você considerar o número de pessoas (do partido) detentoras de cargos públicos ele deu um salto de quase 700%, explica Larson Leitzke, secretário executivo do partido.
Leitzke conta que houve um aumento significativo no número de filiados atraídos pelo senador Osmar Dias. Tivemos mais de 20 mil novas filiações de 2002 a 2010, conta. O secretário explica que o estatuto do partido prevê o pagamento compulsório de contribuições por filiados que detenham cargos públicos. Mas existe um entendimento de não ser compulsório, então cada um decide com o que vai contribuir, diz.
O PP, por outro lado, foi beneficiado pelo aumento no valor das doações de pessoas física, que foi de 328%. Mas o que realmente fez a diferença nas contas do partido foi a doação de R$ 1,3 milhão recebida de empresas em 2008. Antes desse ano o PP só tinha registrado doações de pessoas jurídicas em 2006, quando foi contemplado com R$ 50 mil. Já a cota do fundo partidário recebido pelo diretório paranaense cresceu apenas 2,26%. A FOLHA não localizou ninguém do PP para comentar esses dados até o fechamento desta edição. (R.C.F.)





