Outras categorias apóiam protesto do funcionalismo
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de junho de 2001
De Curitiba 
Representantes de outras categorias de servidores estaduais fizeram coro contra a mudança de endereço da Secretaria de Administração. A pasta tem atenção especial dos sindicalistas porque é a responsável pelo pagamento dos salários do funcionalismo, demissões, férias e concessão de benefícios. Apesar de reconhecer que o Edifício Castello Branco não oferece as condições ideais de espaço e estrutura, os servidores defendem que a secretaria fique no Centro Cívico.
Quem tiver de se deslocar até o Santa Cândida, vai demorar mais e também vai gastar mais, disse a presidente do Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde (Sindisaúde), Mari Elaine Rodella. A sindicalista sugeriu que o governo altere a lei do vale transporte para atender quem ganha acima de três salários mínimos. Ou o governo muda a lei ou garante mais ônibus nas ruas.
Romeu Gomes de Miranda, presidente do Sindicato dos Professores da Rede Estadual (APP-Sindicato), disse que a mudança representa mais um momento ruim para o governo. O povo não precisa de esmola do Itaú, disparou. Lá, não existe a estrutura que todo o Centro Cívico oferece na área de transporte e alimentação.
O presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis (Sinclapol), Luiz Bordenowsky, ficou sabendo da mudança da secretaria para o Santa Cândida quando foi entrevistado pela Folha. Sei que as secretarias estão saturadas, mas a população e o funcionalismo serão prejudicados. O conglomerado fica muito longe, vai atrapalhar o serviço do sindicato.
Bordenowsky observou que os servidores do interior que vierem a Curitiba serão os mais afetados. O diretor de imprensa do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus), Mário Montanha Teixeira Filho, disse que o distanciamento do Centro afasta o governo do cidadão. Esse isolamento da administração é sempre negativo. A proximidade com a população é um elemento importante.
Se depender da estrutura descentralizada da Secretaria de Administração, segundo o governo, as reclamações dos sindicalistas não procedem. O secretário Ricardo Smijtink lembrou que há núcleos de sua pasta montados em outras secretarias para atender os servidores. Ninguém precisa sair de seu local de trabalho. Os sindicalistas terão motivos para novas preocupações. Smijtink admitiu que o conglomerado deverá abrigar mais secretarias. A prioridade será para aquelas que ocupam imóveis alugados. Mas isso ainda depende de uma conversa de cada secretário com o governador Jaime Lerner (PFL), ponderou.(D.V.)


