Curitiba - Mesmo com o cenário eleitoral no Estado longe de estar definido, os possíveis candidatos à disputa deste ano já buscam alternativas para apresentar seu nome ao eleitorado. Os prováveis candidatos ao governo do Estado e ao Senado já estão utilizando outdoors para ganhar mais visibilidade junto à população.
Os pré-candidatos ao governo Beto Richa (PSDB), Rafael Greca (PFL) e Alvaro Dias (PDT) já tiveram seus nomes citados em outdoors. Como a legislação pune com rigor a propaganda eleitoral feita antes do prazo permitido por lei (6 de junho), os candidatos tomam cuidados para que os cartazes não façam alusões a eleição ou a seus partidos.
Os outdoors do deputado federal Rafael Greca e do senador Alvaro Dias, por exemplo, foram veiculados por duas entidades apartidárias. A Associação dos Cronistas Esportivas do Paraná (Acep) utilizou os espaços para elogiar a atuação de Alvaro na CPI do Futebol.
Já a entidade Amigos do Paraná preferiu mostrar a imagem do deputado e citar as realizações de Greca durante sua gestão na Prefeitura de Curitiba. Uma campanha de porte médio, sem contar os gastos com a criação do outdoor, custa em torno de R$ 5 mil para quem a realiza.
O outdoor de Beto Richa não faz nenhuma alusão a suas realizações na política. Após ter duas inserções comerciais na TV suspensas pela Justiça Eleitoral, o pré-candidato tucano mostrou mais cautela e preferiu apenas parabenizar Curitiba pelos 309 anos da cidade. Caso a Justiça considere que um partido fez campanha antes do prazo legal, ele pode ser punido com uma multa de até R$ 50 mil e a cassação de um eventual registro da candidatura do beneficiado.
Enquanto os outdoors vão lentamente se encaixando na paisagem visual das cidades, as empresas de coleta de lixo já se preparam para a enxurrada de santinhos e demais panfletos após as convenções partidárias no final de junho. Segundo o diretor do escritório de design G8, Gustavo Guimarães, muitos políticos já estão trabalhando com o planejamento visual de suas campanhas.
‘‘Fomos surpreendidos este ano pelo número de candidatos que já nos procuraram. Muitos acabam deixando para realizar esse serviço depois de junho, e o resultado é uma campanha visualmente pobre, feita às pressas’’, comentou Guimarães. Pelos cálculos de Guimarães, os custos com o planejamento visual da campanha somam 1% dos gastos totais dos candidatos.

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