A questão do desemprego e a crise financeira internacional foram deixadas de lado na 14ª reunião ministerial do governo Fernando Henrique Cardoso, realizada ontem, na Granja do Torto. Em vez de temas atuais, FHC preferiu fazer um balanço de sua gestão no último ano e mostrar o esboço de um relatório que apresentará ao Congresso, com muitos dados considerados positivos, tanto na economia quanto nas atividades sociais.
FHC falou pouco. Disse apenas que há um processo de continuidade do governo, que não falta transparência nos métodos e que os resultados, especialmente na área de educação e reforma agrária, começam a aparecer. O presidente afirmou ainda que a saúde começará a avançar a partir de janeiro, quando o PAB (Programa de Atenção Básica) - o novo sistema de pagamento do (Sistema Único de Saúde - entra em funcionamento. ‘‘É um novo Brasil que está em marcha’’, - afirmou FHC, segundo o porta-voz Sérgio Amaral.
Dos ministros, faltaram Sérgio Motta (Comunicações), Edson Arantes do Nascimento, o Pelé (Esportes), e Eduardo Jorge (Secretaria Geral). Os líderes na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), e no Senado, Elcio Alvares (PFL-ES), também não compareceram. A reunião, que durou quatro horas, foi precedida de um almoço, com bacalhau à portuguesa como prato principal.

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