O senador Osmar Dias (PSDB) está tentando agendar uma audiência nos próximos dias com o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para levar a FHC uma reivindicação formal do PSDB paranaense para que o Estado tenha direito a um ministério. Na quinta-feira, o senador José Eduardo Andrade Vieira (PTB) teve um encontro com FHC no Palácio do Planalto para levar o pleito do Paraná e reivindicar a manutenção do espaço petebista no próximo mandato do presidente.
De acordo com Dias, toda a bancada tucana participará do encontro com FHC, que ainda não tem data definida. Há dez dias, o senador e o governador Jaime Lerner (PFL) tiveram um encontro em Curitiba e selaram um acordo entre os partidos para reivindicar espaço do Paraná em algum ministério.
Para o senador tucano, Lerner também pode participar da audiência. ‘‘Até pode ser junto, mas esperamos que o governador marque uma audiência separada, que seria mais produtiva’’, disse Osmar Dias.
A união dos partidos aliados do presidente no Estado para reivindicar um ministério a FHC está sendo bem recebida pelos diversos setores, embora Osmar Dias negue que o pleito conjunto signifique uma aproximação e alianças políticas futuras. O encontro entre Lerner e Osmar, deixando o PFL e o PSDB do Estado numa condição de aliados, deu-se graças à boa convivência das duas siglas durante a campanha eleitoral.
Um acordo informal costurado por Brasília em julho evitou o confronto do PFL e do PSDB nas urnas. Os pefelistas abriram mão da disputa ao Senado, deixando caminho livre para a vitória do irmão de Osmar, o ex-governador Álvaro Dias (PSDB). E os tucanos renunciaram à disputa pelo governo, facilitando a reeleição de Lerner. A fórmula, negada pelo PSDB, ficou conhecida por ‘‘acordo branco’’.
‘‘Independente das cores partidárias é importante que o Paraná ocupe seu lugar de destaque. Unindo forças estamos colocando o Estado em primeiro lugar’’, analisou o presidente do diretório estadual do PTB, Emerson Palmieri. Segundo ele, o Estado tem ‘‘defensores fortes como o Scalco (Euclides, coordenador político da campanha de FHC), o Carvalhinho (presidente estadual do PFL e o próprio Álvaro’’. (P.Z)

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