Osmar tenta alianças com siglas menores
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quinta-feira, 22 de junho de 2006
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba -
Após reunião com membros do PDT estadual ontem em Curitiba, o senador Osmar Dias afirmou que ainda vai tentar viabilizar sua candidatura ao governo do Estado buscando alianças formais com partidos menores, como PP e PSB. Como o PDT não pode coligar formalmente com o PSDB e PFL no Paraná por causa da verticalização, o senador disse que gostaria de contar também o apoio informal dos dois partidos.
O anúncio de Osmar Dias irritou a Executiva do PSDB estadual, que esperava ontem a comunicação oficial da candidatura. Segundo o presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni, ele mesmo comunicou ao senador que os tucanos iriam apoiá-lo. ''Ele só precisa anunciar a candidatura. O diretório nacional autorizou o acordo'', afirmou Rossoni.
''Eu comuquei hoje (ontem) pela manhã que se ele anunciar a candidatura tem nosso apoio. E eu falo por todos os membros do PSDB, inclusive pelo prefeito Beto Richa'', garantiu Rossoni. ''O limite da paciência está no fim. Vamos esperar até dia 30 (dia da convenção do PDT) sendo que a nossa convenção é dia 29?'', indagou. Rossoni afirmou que os tucanos vão esperar Osmar Dias procurá-los. ''Não dá para esperar mais. Estão abusando da paciência do partido'', finalizou.
''Queria ouvir as lideranças do partido. Houve unanimidade entre os deputados, prefeitos e vereadores que participaram da reunião de que o partido deve optar pela candidatura própria no Paraná. E me deram até o dia 30 para costurar as condições adequadas para viabilizar'', explicou Osmar Dias após a reunião. Para o senador, o grande impedimento é o pouco tempo que vai ter na televisão e no rádio durante a campanha. Segundo ele, ''a decisão equivocada do PDT nacional em lançar candidato próprio à presidência'' (Cristovam Buarque) fez com que o partido perdesse 80% do seu tempo na TV e no rádio. ''Somando o tempo de todos os partidos que estão livres para coligar, nosso tempo de televisão seria um terço do que vai ter o candidato do governo (governador Roberto Requião - PMDB)'', afirmou.
Apesar das dificuldades e da demora de uma definição, Osmar Dias afirmou que só pensa na hipótese positiva e que vai agora começar a conversar com os partidos menores. ''E aceito apoio informal de todos os partidos que quiserem me dar.'' Quanto ao PSDB, Osmar Dias afirmou que o vê com ''problema de definição de linha''. ''Tem um grupo que quer aliança com o PMDB, outro candidatura própria e outro que lance só candidato ao Senado para deixar livre para apoiar quem quiser'', analisou. O senador salientou que espera o apoio do prefeito de Curitiba, Beto Richa. ''Quando dei apoio ao Beto na campanha para prefeitura (em 2004) não fiz nenhum pedido de reciprocidade a ele. Não cobrei cargos. Fizemos apoio político interessado em Curitiba. Neste momento gostaria do apoio dele'', ressaltou.


