Curitiba - Um dos pontos altos do debate aconteceu quando Osmar Dias (PDT) surpreendeu a produção do programa ao entregar ao mediador do debate, o jornalista José Wille, um cartão de visitas do ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL, hoje PSB). O gesto de Osmar serviu como provocação ao oponente Roberto Requião (PMDB), que tem criticado o candidato pedetista por ter fechado aliança com o grupo de Lerner -a quem Requião acusa de ter desmantelado o Estado.
O mediador do debate perguntou a opinião dos candidatos sobre o sistema de progressão continuada nas escolas, que permite aos alunos passarem de ano independente do desempenho. Ao responder, Requião disse que a ''época dos cavalos e do arrocho salarial acabou'', referindo-se ao ano de 1988, quando o ex-governador Alvaro Dias (PSDB), irmão de Osmar, enfrentou uma manifestação de professores com PMs a cavalo.
Osmar não deixou a provocação passar em branco, levantou da cadeira e entregou o cartão de Lerner, explicando que era para ''ligar e marcar um debate entre Requião e Lerner''. ''Agora o debate é comigo'', rebateu Osmar. O episódio do cartão gerou um pedido de direito de resposta por parte de Requião. A produção do debate concedeu o direito de reposta e o peemedebista disparou: ''a posse do cartão mostra a aliança''.
Requião disse ainda que na eleição passada não pôde debater com Lerner porque o ex-governador não ia aos debates. E encerrou lembrando que o governo Lerner privatizou o Banestado -vendido ao Itaú em outubro de 2000 por R$ 1,7 bilhão- e tentou vender a Copel.
Osmar não deixou de lembrar que há ex-aliados de Lerner atualmente apoiando Requião. Citou como exemplos o deputado estadual Rafael Greca e o secretário Reinhold Stephanes (Planejamento). (M.D.)

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