O senador Osmar Dias quer que o irmão, o senador eleito Álvaro Dias reassuma no retorno dos Estados Unidos, previsto para o final de janeiro, a presidência do PSDB no Paraná, cargo no qual está licenciado desde o primeiro semestre do ano passado. Segundo Osmar Dias, o partido ‘‘não tem hoje uma posição homogênea’’. ‘‘Acho que o Álvaro deve assumir essa tarefa, para assumirmos uma postura’’, pregou o senador tucano.
Osmar não criticou Olivir Gabardo, o presidente interino, mas deu a entender que posições nebulosas prejudicam o partido. ‘‘Deixar que a nova bancada na Assembléia decida qual será sua posição diante do governo estadual é muito elegante. Mas nem sempre isso é o correto. O partido tem que se reunir, discutir as questões, ser forte e homogêneo. A falta disso desfoca o PSDB como partido’’, declarou.
O senador considerou também que o PSDB deveria adotar posições partidárias como o PFL e o PT. ‘‘Eles se reúnem, decidem e tomam decisões’’, observou. ‘‘O PSDB, como qualquer partido, tem que ter uma cara. Um partido não pode tomar decisões isoladas nem ficar a reboque da bancada’’, emendou. Osmar considerou como incoerente a decisão do PSDB de liberar Sérgio Spada para integrar o governo estadual.
‘‘Foi uma incoerência que deve ser refletida’’, disse Osmar, ressaltando que ‘‘administrativamente’’ como senador pretende manter uma relação de amistosidade com o governo Jaime Lerner (PFL). ‘‘Politicamente é outra coisa. O meu relacionamento será de respeito, enquanto eu for respeitado’’, assinalou. Osmar deixou transparecer ainda que a falta de articulação tucana traz prejuízos políticos.
‘‘Tomo posições no Senado, e não tenho respaldo’’, exemplificou. Osmar Dias alertou também sobre o prejuízo não só do PSDB, ‘‘mas do Paranᒒ, na briga por ministérios. ‘‘O Paraná não recebeu o ministério que merecia. O ministério (Esportes e Turismo) é menor que a importância do Estado’’, criticou. ‘‘O PSDB foi desprestigiado e não houve inteligência política. Se houvesse, poderíamos servir como irradiação para o crescimento do partido nos estados da região Sul’’, considerou.
Osmar disse que diante da posição pulverizada e da falta de estratégia da cúpula, o PSDB do Paraná se sente desobrigado a trabalhar pelo fortalecimento regional do partido. ‘‘Esperamos que a cúpula tenha mais eficiência para recuperar o partido nesses estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul), onde a situação é fragilizada’’, disse. ‘‘Nós agora vamos reorganizar o PSDB. O partido tem dois senadores (ele e o irmão), e bancadas estadual e federal’’, computou.

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