Curitiba - O discurso do candidato ao governo do Estado Osmar Dias (PDT), na noite de quarta-feira durante encontro para receber Dilma Rousseff (PT), foi voltado à plateia de prefeitos paranaenses, que ocupavam a maior parte das cadeiras do local. Para eles, o pedetista prometeu ampliar as funções do Escritório do Estado em Brasília, criado na gestão Roberto Requião (PMDB). O objetivo é auxiliar os prefeitos na elaboração de projetos para captação de recursos do governo federal. ''Dinheiro tem, mas às vezes não tem projeto'', justificou o candidato.
Osmar também aproveitou o momento para falar sobre a demora de quase um ano e meio para fechar a união com o PT: ''Mas se eu tivesse tido pressa, eu teria conseguido essa aliança aqui?'', questionou. ''Perdi em 2006 porque eu não tinha toda essa gente comigo'', brincou ele, se dirigindo a Requião. ''Conheço cada política do governo Lula, mas demorei um ano e meio para aprender a falar companheiro e companheira'', continuou ele.
A afinidade com o presidente Lula (PT), cabo eleitoral mais cobiçado da disputa de outubro, foi lembrada em outros pontos do discurso do pedetista. ''E um grande pedaço desses 80% (de aprovação do governo Lula), Lula deve à minha amiga Dilma Rousseff'', disse ele, lembrando na sequência que a correligionária petista permaneceu filiada 11 anos ao PDT.
O candidato também saiu em busca dos prefeitos do PMDB que até pouco tempo se preparavam para apoiar Orlando Pessuti na disputa. ''Todos os amigos do Pessuti agora são do Osmar'', disse ele, em referência ao adesivo ''Amigos do Pessuti'', que chegou a circular em veículos no período pré-eleitoral. ''Obrigado Pessuti, você foi generoso'', continuou o pedetista. (C.S.)

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