Leandro Donatti
De Curitiba
Setores do PSDB que torceram o nariz para o ‘‘acordo branco’’ costurado com o PFL do governador Jaime Lerner, na eleição de 1998 e que acabou evitando o confronto entre pefelistas e tucanos na briga pelo governo e Senado, estão defendendo a candidatura do senador Osmar Dias a presidente do partido. A sigla, dirigida hoje pelo senador Alvaro Dias, renova em março o seu comando. Alvaro já manifestou interesse em concorrer à reeleição e Osmar aparece agora como alternativa, numa tentativa de firmar o PSDB como partido de oposição e endurecer a postura tucana diante do governo Lerner.
‘‘Se o Alvaro não concorrer, tenho disposição em disputar a convenção’’, anunciou Osmar. Ele fez duras críticas à postura atualmente assumida pelo partido. ‘‘A palavra independente (tão propagada pelo irmão Alvaro) deixa um arco muito grande para interpretações. O PSDB precisa ter mais clareza e agir como uma oposição racional’’, pregou.
Para o Palácio Iguaçu, a reeleição de Alvaro é mais vantajosa. O jogo de cintura de Alvaro pode facilitar uma reedição do ‘‘acordo branco’’ nas disputas de centros eleitorais, como Curitiba. A Folha tentou contato com Alvaro ontem à tarde, mas o senador está em viagem aos EUA e Austrália.