Osmar pede direito de resposta
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de setembro de 2006
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O senador Osmar Dias (PDT), candidato a governador do Paraná, entrou sábado na Justiça Eleitoral do Estado com um pedido de direito de resposta à revista de circulação nacional IstoÉ. Em sua última edição (número 1925), a revista estampou em duas páginas uma reportagem sobre a fazenda Lagoa da Prata, de propriedade do senador, e localizada no Estado do Tocantins, no município de Formoso do Araguaia. De acordo com a matéria, assinada pelo repórter Alan Rodrigues, a fazenda teria ganho fama no Paraná por ter sido ''comprada por um valor subfaturado, parcialmente desmatada de forma irregular e, ainda, de ter abrigado trabalho escravo''.
De acordo com o advogado do PDT no caso, Leandro Rosa, a matéria deturpou as palavras de um funcionário da fazenda e do próprio senador. O advogado disse ainda que ''para cada insinuação'' da matéria a respeito de crimes fiscais, ambientais ou trabalhistas, supostamente cometidos pelo senador, foram apresentados documentos que comprovariam se tratar de ''fatos inverídicos''. O advogado informou que, além do pedido de direito de resposta, o senador entrará com uma ação indenizatória por danos morais. A reportagem da Folha ligou ontem à tarde para a IstoÉ, mas não havia ninguém para comentar o assunto. O advogado do PDT acredita que a decisão da Justiça Eleitoral pode sair até sexta-feira.
No dia 25 de agosto, Osmar reuniu a imprensa em Curitiba com o argumento de que adversários políticos estavam preparando a divulgação de uma falsa denúncia sobre sua fazenda. Osmar teria se baseado em e-mails e panfletos apócrifos que estavam sendo distribuídos na cidade e também no fato de um repórter da IstoÉ ter ''invadido'' sua propriedade no Tocantins. O redator-chefe da revista, Mário Simas Filho, negou na época à Folha que o repórter tivesse entrado na fazenda sem autorização dos funcionários do local e confirmou que estava sendo preparada ''uma reportagem de investigação'' sobre o senador.
Durante a coletiva de imprensa, Osmar também distribuiu cópias de documentos (incluindo a cópia de uma certidão negativa da Justiça do Trabalho) e um vídeo com depoimentos de funcionários da fazenda e do chefe do Instituto Natureza do Tocantins, órgão de fiscalização e licenciamento ambiental.


