Osmar lança bandeiras de campanha
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terça-feira, 06 de julho de 2010
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O candidato do PDT ao governo do Estado, senador Osmar Dias, optou por um início de campanha de rua, ontem de manhã e à tarde, com uma agenda apertada de visitas a cidades-polo do interior do Paraná. Depois de passar por Ponta Grossa no final da manhã, Osmar esteve em Londrina para uma entrevista coletiva na qual apresentou os principais pontos de seu projeto de governo no discurso em que, em mais de uma oportunidade, colocou em xeque a manutenção de programas do governo Lula caso não fosse ele o eleito na sucessão ao Palácio Iguaçu. Na sequência, seguiria a municípios do Noroeste e Oeste.
O candidato da coligação ''A União faz um novo amanhã'' (PDT-PMDB-PT-PR-PSC-PTdoB-PCdoB) veio acompanhado do vice na chapa, Rodrigo Rocha Loures (PMDB), e de um dos nomes ao Senado - Gleisi Hoffmann, do PT. Depois de frisar as qualidades dos principais nomes da chapa e de atribuir à desistência de Orlando Pessuti (PMDB) em concorrer ao governo a definição da própria candidatura, Osmar menciou as divergências ''superadas'' entre ele e o outro candidato ao Senado pelo grupo, o ex-governador Roberto Requião (PMDB). Ambos foram adversários na eleição de 2006, em uma eleição marcada por trocas de acusações e uma votação apertada: cerca de 10 mil votos de diferença. Ausência na coletiva, Requião, segundo o candidato do PDT, estaria ''fazendo a campanha dele em outras regiões''.
Osmar disse que a plataforma de governo vai se balizar em um conjunto de 12 ''princípios de gestão'', nos quais são mencionadas temáticas como segurança pública, profissionalização do trabalhador, fomento à agroindustrialização e prevenção e tratamento, por parte do Estado, da drogadição.
Ponto nevrálgico do atual governo, a promessa de Requião de acabar com o pedágio ou de reduzir os preços praticados - o que não aconteceu -, foi repercutida pelo candidato apoiado pelo peemedebista. Osmar disse ser favorável a uma agência reguladora composta por usuários, concessionárias e Estado que defina, a partir de faturamento e investimentos, as tarifas cobradas. Se o espólio deixado por Requião sobre o assunto pode respingar em sua campanha? ''Não, porque eu não fiz nenhuma promessa dessa, e também porque na minha campanha as pessoas vão votar para governador e para senador, separadamente'', definiu.
A respeito da demora em se definir candidato, o pedetista justificou que aguardava a garantia dada por Lula de que ele seria o único candidato entre os partidos da base aliada em Brasília. Assim, garantiu, só com a desistência de Pessuti isso teria se viabilizado. Para Gleisi, que durante meses foi pleiteada por Osmar para ser sua vice, a demora não afeta a campanha. ''Mas não é só uma campanha iniciada nas ruas que faz diferença, e sim, as forças políticas que a compõem; essa coligação saiu com o amadurecimento de todas essas forças'', concluiu.


