Osmar estuda possibilidade de estadualizar a Sercomtel
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quarta-feira, 23 de agosto de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O candidato ao governo do Estado pela coligação Paraná de Verdade (PDT/PP/PTB/PSB), Osmar Dias, disse ontem em Londrina, onde inaugurou o primeiro comitê de campanha na cidade, que está analisando a possibilidade de ''estadualizar'' a Sercomtel. O governo do Estado adquiriu, em abril de 1998, 45% das ações da empresa de telefonia londrinense através da Copel.
''Solicitei à minha equipe um levantamento sobre a participação do Estado na Sercomtel e pedi um estudo sobre se podemos estadualizar esse serviço'', afirmou.
Nesta segunda visita à cidade em agosto, Osmar contou com o apoio explícito de candidatos a deputado de partidos que não compõem a coligação. Em frente ao comitê, cabos eleitorais com bandeiras de Luiz Carlos Hauly (PSDB), que disputa a reeleição para a Câmara dos Deputados, e do candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, e um carro de som do candidato à reeleição para a Assembléia Legislativa, Durval Amaral (PFL), tocando o jingle do pedetista. O PDT tem candidato próprio a presidente e o PFL está coligado com o PPS, de Rubens Bueno, que disputa o Palácio Iguaçu.
''Aceito o apoio de todos que quiserem me ajudar na campanha. Tenho um partido, uma coligação, e tenho procurado cumprir o que a legislação manda. Até agora tenho apenas uma ação na Justiça pelo fato de eu ter ido receber o Geraldo Alckmin, que é meu amigo pessoal'', argumentou Osmar. Ele ainda afirmou que, apesar de convidado, não deverá ''receber'' o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que visita hoje Foz do Iguaçu, devido compromissos agendados anteriormente. ''Fui convidado para receber o Lula em Foz do Iguaçu, mas tenho que receber um título de Cidadão Honorário em Colombo'', justificou.
A assessoria de imprensa de Osmar informou que entre os dias 4 e 6 de setembro o senador estará em Brasília para o esforço concentrado do Congresso Nacional. Nestes dias, ele terá um encontro particular com Lula para ouvir os programas do candidato para os próximos quatro anos, se for reeleito para a presidência. O ex-prefeito Wilson Moreira (PSDB) também anunciou ontem o apoio à candidatura de Osmar.
Perguntado se não teme reflexos negativos nas urnas devido à coligação e o apoio do ex-governador Jaime Lerner (PSB), Osmar foi taxativo em desvincular as administrações. ''O Jaime está me apoiando com o PSB mas não significa que eu tenha assumido qualquer compromisso em relação a ocupação de cargos. Com ninguém. Portanto, o Jaime Lerner deve continuar prestando consultoria internacional'', concluiu.
Osmar disse ainda que não acredita que os votos concedidos pelos londrinenses ao seu irmão Alvaro Dias na disputa pelo Palácio Iguaçu, em 2002, migrem automaticamente para ele. Em 2002, Alvaro foi o mais votado em Londrina, chegando a 60% dos votos no segundo turno. ''O Alvaro tem os votos dele para o Senado e eu terei os meus, votos endereçados a mim. Às vezes se elege um governador e não se consegue eleger o irmão prefeito, por exemplo'', disse. O candidato ainda visitou ontem Arapongas, Cambé, Rolândia, Ibiporã, Jataizinho e Assaí.


