Osmar e Requião travam 'guerra particular'
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terça-feira, 29 de agosto de 2006
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os dois candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto, Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PDT), protagonizaram uma ''guerra particular'' no final do programa. Chamado de ''lernista'' pelo candidato do PMDB, Osmar lembrou que Requião está hoje aliado a ex-membros do grupo do ex-governador Jaime Lerner, como Rafael Greca (ex-secretário de Lerner), Reinhold Stephanes e Algaci Túlio (candidatos a deputado estadual pelo PMDB). Osmar também se colocou como o candidato da agricultura e disse que no seu governo ''os agricultores serão apoiados, e não perseguidos''.
''Ele deve estar muito mais perto do Tocantins do que do Paraná'', devolveu Requião, que acusa Osmar de ter informado à Justiça Eleitoral sobre uma fazenda no Tocantins que custa R$ 20 milhões, e não R$ 2,5 milhões, valor que consta na declaração de bens. Osmar disse que declarou à Justiça Eleitoral o valor de compra da propriedade. O pedetista sugeriu ainda que ''ilegal'' teria sido a compra de uma chácara em Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba) feita por Requião, e anunciou que irá processar o governador por calúnia.
Já o candidato Rubens Bueno (PPS), que durante seu horário eleitoral gratuito vem fazendo críticas à prática do nepotismo no Estado, resolveu no debate apontar problemas na área de educação. Rubens acusou o governador Requião de não ter investido um índice mínimo de 25% na educação. E aproveitou para falar do debate entre candidatos promovido recentemente pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato), do qual Requião não participou. ''Nós estivemos lá para conhecer os problemas da categoria'', alfinetou Rubens. Mais tarde, Requião comentou que foi investido 27% na educação e que enviou à Assembléia Legislativa uma proposta de emenda para que sejam destinados 30% à área.


