Osmar e Alvaro Dias deixam o PSDB
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terça-feira, 26 de junho de 2001
Maria Duarte De Curitiba 
Os senadores Osmar e Alvaro Dias decidiram ontem sair do PSDB, depois que a executiva nacional do partido resolveu, no final da tarde, propor a expulsão de ambos, comunicando a resolução ao Conselho de Ética do partido. Na próxima terça-feira, a cúpula tucana volta a se reunir para decidir se intervém ou não na executiva do Paraná, cuja direção Alvaro também abandonou ontem. Os dois irmãos devem comunicar o desligamento da sigla amanhã, mas só em agosto vão definir partidos onde se acomodarão.
Com a renúncia de Alvaro ao comando tucano no Estado, o deputado federal Luiz Carlos Hauly foi eleito ontem para seu lugar. A tática de eleger Hauly foi adotada na tentativa de evitar que o partido fosse tomado por um interventor. Hauly tem trânsito fácil na cúpula nacional e serviria de obstáculo à entrega da presidência do partido ao grupo de Euclides Scalco, presidente brasileiro da Itaipu Binacional, e do ex-governador José Richa. Com a eleição de Hauly, estaria impedida a posse provisória do vice-presidente do partido, deputado Basílio Vilani não alinhado com os Dias. De acordo com o regimento, o vice só assume em casos de viagens e impedimentos.
O presidente nacional do PSDB, deputado José Anibal (SP), quer expulsar os senadores paranaenses da legenda porque eles se recusaram a retirar as assinaturas do requerimento da CPI da Corrupção, para investigar o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O partido havia fechado questão contra a CPI, mas os irmãos Dias mantiveram a posição argumentando que uma legenda que prega ética deveria apoiar a CPI.
Em tese, Hauly fica na presidência até dezembro, quando terminaria o mandato de Alvaro. Hauly teve reunião ontem à tarde com José Anibal, quando comunicou que é novo chefe do partido no Estado. Disse que não vai aceitar intervenção no PSDB paranaense.
Alvaro candidato ao governo do Estado em 2002 declarou que iniciativa da executiva afasta totalmente os irmãos do ninho tucano. Cumprimos o programa e somos punidos. O partido optou pela complacência com a corrupção, alfinetou. Alvaro disse que acertou com o PMDB sua permanência na presidência da CPI do Futebol. Ele assumiu a função graças a um acordo com o PMDB. Deveriam trocar o símbolo do partido (um tucano) por uma avestruz, que enfia a cabeça na terra para não ver a realidade, provocou Osmar. Osmar também é candidato declarado ao governo do Paraná.
O deputado estadual José Maria Ferreira (PSDB) reafirmou ontem que a saída dos irmãos Dias provocará uma debandada do partido. Sabemos a direção que as coisas estão tomando, mas não o destino, disse. Para ele, uma intervenção no Paraná seria traumática à executiva nacional. (Colaborou Redação)


