Curitiba - O senador Osmar Dias (PDT) confirmou sua candidatura ao governo do Paraná. A decisão de Osmar foi consolidada na noite de terça-feira, durante reunião com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e lideranças do PDT do Paraná. ''O Osmar acatou o pedido dos prefeitos, amigos e companheiros de partido que o queriam como candidato'', afirmou o deputado federal Wilson Picler (PDT).
Osmar, que durante todo o dia não atendeu a reportagem, irá disputar o governo com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB) como vice. Loures foi indicado pelo governador Orlando Pessuti (PMDB). O nome do deputado federal sofreu forte oposição do grupo do ex-governador Roberto Requião, que tentou impedir a aprovação do parlamentar no diretório do PMDB. Até o fechamento dessa edição Pessuti não tinha comunicado oficialmente Osmar da decisão.
Loures é filho do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures. Ele está no primeiro mandato como deputado federal e já foi chefe de gabinete de Requião no início do segundo mandato do governador, em 2003.
A candidatura de Osmar movimentou os partidos paranaenses durante todo o dia de ontem. PMDB e PT passaram a quarta-feira negociando espaço na chapa de candidatos a deputado estadual e federal. A consolidação do ''chapão'' PT, PMDB e PDT na disputa proporcional irritou alguns parlamentares petistas que consideração a proposta um ''suicídio coletivo''. A avaliação é que o partido deva eleger menos deputados estaduais uma vez que os candidatos petistas tem menos votos que os do PMDB.
Além do PT e do PMDB, a chapa de Osmar deverá contar com PC do B, PRB e PSC, mas a adesão desses partidos ainda não tinha sido confirmada até o fechamento desta edição. A coligação terá 108 candidatos a Assembleia Legislativa e 60 a Câmara Federal, além de Gleisi Hoffmann e Roberto Requião na disputa ao Senado.

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