Curitiba - O senador Osmar Dias (PDT) afirmou ontem que vai conversar esta senama com seu partido para decidir se será ou não candidato a governador, mesmo sem uma coligação formal com PSDB e PFL. Com a decisão nacional do PDT em lançar o senador Cristóvam Buarque candidato a presidente, o partido fica impossibilitado, por causa da verticalização, de se coligar com siglas que também têm candidato à Presidência, caso do PSDB. ''Todo mundo sabe que eu preciso de tempo de televisão. Então, tenho que saber primeiro com quem o partido vai se coligar'', afirmou Osmar Dias.
O presidente interino do PDT-PR, deputado estadual Augustinho Zucchi, esteve na convenção do partido no Rio de Janeiro. Zucchi ainda acredita na possibilidade de candidatura própria do partido no Paraná. ''Mesmo com pouco tempo vai. E estamos conversando com vários partidos, como PHS, PSB e outros. Acho que o tempo de TV vai aumentar'', afirmou. Para o deputado, de qualquer maneira a candidatura de Osmar Dias é garantia de segundo turno. ''E no segundo turno podemos aglutinar mais apoios e o tempo dos candidatos é igual.''
Há meses PSDB e PFL estão esperando a decisão do PDT nacional para resolver o cenário estadual. O presidente do PSDB-PR, deputado estadual Valdir Rossoni, não pôde comentar o assunto porque estava em reunião. Rossoni já havia adiantado que caso não fosse possível apoiar Osmar Dias a preferência do partido era pela candidatura própria. Mas o PDT ainda deve tentar negociar apoio informal do PSDB. Contudo, o PSDB também está conversando com o PMDB e os indícios de uma aliança são fortes.
O presidente do PFL-PR, deputado federal Abelardo Lupion, preferiu não comentar o resultado da convenção porque ainda não havia conversado com Osmar Dias.

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