Os planos do PSDB para 98 incluem o ingresso do senador Osmar Dias (sem partido) no ninho. Além dele, são tidas como quase certas as adesões de João Iensen (PPB), Djalma de Almeida César (PMDB), José Borba (PTB) e Max Rosenmann (PMDB).
Osmar Dias só define seu rumo partidário depois da eleição da Mesa Diretora do Senado. Apesar de ele manter o suspense, a avaliação é de que seu projeto no PPB naufragou com o esvazimento que o partido de Maluf sofreu no Paraná. Os outros deputados protelam ou negam a mudança em função de outras circunstâncias políticas.
O conforto de ‘‘ser governo’’ fala alto na revoada para o PSDB. ‘‘Atendo a 55 municípios, sou um deputado que trabalha em cima de resultados e é claro que dentro do governo tenho mais facilidade de atuar. Se ficasse no PPB e votando contra a reeleição, perderia até a moral de pedir’’, diz Basílio Villani ao justificar a mudança.
Ele também se diz ‘‘muito à vontade’’ no PSDB, a ponto de se considerar mais tucano que o próprio presidente FHC. ‘‘O PSDB de hoje defende tudo o que eu defendi como constituinte’’, diz o deputado, citando o programa de privatizações e a própria reeleição como exemplos.
Se há alas tucanas descontentes com a ‘desfiguração’ do PSDB da primeira hora, não há quem assuma publicamente esta posição. O crescimento da bancada foi uma ‘ordem’ que partiu do Palácio do Planalto, que não quer mais ver seus projetos de reforma nas mãos de relatores do PMDB e do PFL. Álvaro Dias, Rubens Bueno e Villani garantem que o fortalecimento do PSDB no Congresso teria a vantagem de libertar o governo do clientelismo de hoje. (M.T.)

mockup