Curitiba - A filiação de Gustavo Fruet ao PSDB foi celebrada até mesmo por políticos de outros partidos. O senador Osmar Dias (PDT) esteve ontem na Assembléia Legislativa, segundo ele, para ''parabenizar o PSDB e sua bancada pela filiação do Gustavo, que é um parlamentar que todos gostariam de ter em seu próprio partido.''
Na verdade, a visita de Osmar teve o caráter de tentar agradar os tucanos pensando em uma aliança PDT-PSDB em torno de seu nome nas eleições de 2006 para o governo. Mesmo com o discurso inflamado do deputado federal Afonso Camargo em prol de uma candidatura própria do PSDB, Osmar acredita que as duas siglas vão andar juntas já no primeiro turno contra a reeleição do governador Roberto Requião (PMDB). ''O PSDB é livre para tomar suas decisões, assim como o PDT já decidiu que terá candidato próprio. Mas eu acredito em uma aliança ainda no primeiro turno'', afirmou o senador.
A tentativa de conquistar a simpatia dos tucanos paranaenses é uma manobra para afastar o interesse justamente de seu irmão, o também senador Alvaro Dias, que quer disputar a eleição para o governo pelo PSDB. Osmar deixou clara sua posição ao comentar o histórico dos últimos governantes paranaenses. ''Nos últimos 20 anos, o Paraná foi governado por apenas três pessoas (Jaime Lerner (PSB), Requião e Alvaro). Eu acredito que a população está ansiosa por uma mudança nesse quadro'', afirmou.
A aproximação com os tucanos começou no ano passado, quando Osmar apoiou Beto Richa (PSDB) nas eleições para prefeito de Curitiba. Embora em política nada aconteça de maneira gratuita, o pedetista garante que não está fazendo exigências ao PSDB. ''O PDT não condicionou seu apoio a retribuição nenhuma. O PSDB é livre para escolher seus próprios caminhos, mas eu conto com o apoio deles nas eleições'', ressaltou Osmar.

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