Osmar Dias acredita em aliança entre PSDB, PTB e PPB
Osmar Dias acredita
em aliança entre
PSDB, PTB e PPB
Patrícia Zanin
O senador Osmar Dias (PSDB) disse ontem em Londrina que a cautela do irmão, o ex-governador Álvaro Dias, deve ser entendida pela comunidade. Álvaro tem mantido distância de encontros e solenidades que muitas vezes se transformam em comício pelo lançamento de sua candidatura ao governo do Estado. O Álvaro é o nosso candidato ao governo, mas a convenção ainda não foi realizada. E o partido tem de dizer que quer vê-lo candidato, defendeu.
Duas faixas com os dizeres: Álvaro - o futuro governador e Álvaro - governador por inteiro, além de muitos aplausos do público quando o nome do ex-governador era citado se traduziram nas manifestações pela candidatura dele. A defesa do nome do ex-governador também foi feita por líderes e correligionários do partido que compareceram à Câmara dos Vereadores para o encontro regional do PSDB.
Osmar Dias acredita que os tucanos conseguirão selar aliança com o PPB e o PTB. O presidente do diretório estadual do PPB, deputado José Janene, compareceu ao encontro tucano na Câmara. Acredito que esses partidos estarão conosco, aposta Osmar Dias, que não considera encerradas as conversas com o PMDB. É um direito do partido ter o senador Requião como candidato, mas se não tivermos juntos no primeiro turno, com certeza estaremos no segundo.
Segundo Osmar Dias, as pesquisas encomendadas pelo PSDB nacional para avaliar o desempenho de Álvaro no Estado começam a ser feitas amanhã. O encontro entre o ex-governador e o presidente Fernando Henrique deve ocorrer entre os dias 8 e 10 de junho. O presidente vai gostar de saber que o desempenho do candidato do PSDB no Estado vai bem, antecipa.
Ele disse que os tucanos do Paraná dispensam a participação de Fernando Henrique no palanque, mas não entenderão se ele subir em palanque de adversário (entenda-se Jaime Lerner, que apoiou FHC na campanha de 94 para a presidência da República). O mínimo que vamos pedir é que ele dê depoimentos em rádio e na TV. O PSDB também não dispensaria apoio logístico do Planalto.
A munição para o discurso tucano da campanha eleitoral está sendo preparada. Além de ter apresentado números sobre o déficit do Estado na semana passada, Osmar Dias criticou o aumento da violência. A violência e a criminalidade cresceram porque o desemprego cresceu e não adianta revogar convênio com o Dieese para omitir o aumento do desemprego. Ele é visto nas ruas.





