Osmar deve ter o maior tempo no horário eleitoral
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segunda-feira, 03 de julho de 2006
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O tempo de propaganda eleitoral na televisão e no rádio é uma das maiores disputas dos partidos este ano. Na convenção do PSDB estadual semana passada, na qual o partido entrou dividido e saiu totalmente rachado, o presidente tucano, deputado Valdir Rossoni, chegou a afirmar que a disputa era, na verdade, pelo tempo de propaganda. O tempo de TV e rádio também era um percalço à candidatura ao governo do Estado do senador Osmar Dias (PDT). O senador, que há dois anos conversava com PSDB e PFL e na última hora não pôde efetivar a coligação por causa da verticalização, afirmou que só lançaria sua candidatura se tivesse uma aliança mínima que proporcionasse tempo de mídia. No final das contas, Osmar terá o maior tempo de TV e rádio e os minutos do PSDB ainda não têm ''dono'' definido.
O tempo exato de mídia de cada candidato vai ser divulgado oficialmente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) somente após o próximo dia 5, data oficial de registro de coligações e candidaturas. Os cálculos são feitos com base nos artigos 46 e 47 da Lei 9.504/97, conhecida como Lei das Eleições. Esta lei determina dois programas eleitorais de 20 minutos cada por dia no rádio e na televisão e especifica como este tempo deve ser divido (com base no número de deputados federais eleitos por cada aliança). Cálculos aproximados feitos pela Folha com base na Lei das Eleições dão conta que a coligação de Osmar terá cerca de quatro minutos e 39 segundos em cada programa eleitoral. Este tempo é parecido com o que a coligação do PT, liderada pelo candidato ao governo do Estado Flávio Arns, vai ter: aproximadamente quatro minutos e 34 segundos.
O PMDB, que lançou o governador Roberto Requião à reeleição, ainda tem seu tempo indefinido. Caso a coligação com o PSDB seja homologada, a aliança de Requião terá cerca de quatro minutos e 30 segundos de televisão e rádio. Entrentanto, a executiva nacional do PSDB impugnou o resultado da convenção e caso esta situação não seja revertida, Requião e seus candidatos a deputado federal, estadual e ao Senado vão ter cerca de três minutos em cada programa eleitoral para apresentar suas propostas. Além de diminuir o tempo dos peemedebistas, o fim da aliança PSDB/PMDB aumenta em cerca de 13 segundos o tempo de todos os outros candidatos, já que os tucanos terão seus minutos divididos entre os oito candidatos ao governo do Estado.


