Osmar deve explorar o caso Rasera
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sábado, 16 de setembro de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O candidato ao governo do Estado pela coligação Paraná da Verdade (PDT/PP/PSB/PTB), Osmar Dias, deixou claro ontem em Londrina, que pretende explorar nas duas últimas semanas de campanha o caso Rasera contra seu principal rival, Roberto Requião, que disputa a reeleição pela coligação Paraná Forte (PMDB/PSC) e lidera as pesquisas de intenção de voto.
A prisão preventiva do policial civil Délcio Augusto Rasera, no dia 5, pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC), tomou proporções políticas porque ele estava cedido para serviços na Casa Civil. Rasera é suspeito de comandar uma quadrilha que fazia interceptação clandestina de ligações telefônicas. ''A manifestação que eu recebo por onde eu passo é do desejo de mudança, principalmente pelos últimos episódios que precisam ser melhor divulgados pela imprensa. Como o fato do governador ter prometido em 2002 acabar com a banda podre da polícia e ter levado uma parte dela para o Palácio (Iguaçu). No Palácio se instalou aquele que comandou o maior esquema de grampos de telefone, de escuta ilegal que já vimos no Paraná'', disse Osmar.
''Ele estava nomeado na Casa Civil e acredito que isso precisa ser melhor explicado por quem nomeou essa pessoa na Casa Civil e inocentou essa pessoa dos processos que estava respondendo na Polícia Civil. Foi para a Casa Civil, recebeu a indulgência, o perdão dos seus processos e passou a atuar grampeando telefone de autoridades, do Ministério Público, do Judiciário, e isso precisa ser explicado. Quem grampeou está preso e quem mandou, como é que fica?'', complementou o candidato.
Osmar se esquivou ao ser perguntado se estaria guardando uma ''bomba'', uma ''carta na manga'' contra Requião para os últimos dias de campanha. ''Acho que o importante é continuarmos fazendo propostas, o povo quer ouvir propostas'', repondeu, estampando um largo sorriso.
O pedetista também se mostrou confiante no segundo turno e disse que a sua votação no dia primeiro de outubro ''irá surpreender''. ''Há uma manifestação clara do desejo de mudança da forma de governar, e sobretudo de um projeto que desenvolva o Estado porque todos os jornais de hoje, inclusive, estão mostrando que o Paraná andou pra trás no último ano, com um crescimento negativo da indústria de 3%.''
Osmar disse que acredita que até o final da campanha, o seu irmão, Alvaro Dias (PSDB), que disputa a reeleição ao Senado, explicite o apoio a sua candidatura ao governo. ''Por estar o Alvaro como candidato do PSDB, no programa de televisão ele realmente não pode aparecer. Claro que temos vários deputados do PSDB pedindo votos nos seus próprios programas e acredito que o Alvaro vai achar o melhor momento para fazer isso porque ele tem feito campanha pedindo votos para mim, somos irmãos e eu peço voto para ele também. Não há nenhum constrangimento, apenas a questão legal.'' O candidato ainda fez campanha ontem em Lapa.


