Curitiba - O senador Osmar Dias (PDT) deve anunciar hoje a candidatura ao governo do Paraná em aliança com o PMDB e o PT. O anúncio deverá acontecer durante uma entrevista coletiva em Curitiba. Segundo informações de bastidores, o senador aceitou a proposta do PMDB e do PT de compor uma chapa com um vice indicado pelo PMDB e Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) como candidatos ao Senado. A assessoria de imprensa do senador confirmou apenas que a entrevista coletiva irá acontecer, mas não adiantou qual seria a decisão do pedetista.
O acordo garante um palanque forte para a candidata do PT è presidência, Dilma Rousseff. Também agrada o ex-governador Roberto Requião, que defendia a aliança. ''É a melhor chapa no momento para o Paraná, para manter a Copel pública e garantir os avanços que conquistei para o estado'', afirmou. Requião disse que vai apoiar Osmar, mas que ainda não tinha sido comunicado oficialmente da decisão do senador. ''Só não vou subir no palanque porque cai'', brincou.
A aliança entre PT, PMDB e PDT foi confirmada pelo deputado Caíto Quintana (PMDB). ''Fomos comunicados que ele concordou com os termos acertados e isso deve ser anunciado hoje ou amanhã'', adiantou ontem no fim da tarde. Já o governador Orlando Pessuti (PMDB) - que teria que abrir mão da pré-candidatura à reeleição - disse que ainda haviam ''algumas coisas pendentes''. ''Ele continua exigindo a Gleisi como vice'', disse.
Durante todo o dia de ontem outra questão que estaria prejudicando o fechamento da aliança seria a possibilidade de indicação do senador Alvaro Dias (PSDB) para vice na chapa do presidenciável José Serra. A candidatura de Alvaro criaria um desconforto para Osmar, uma vez que faria o senador subir no palanque contrário ao do irmão. Ele teria sido comunicado da possibilidade pelo próprio Serra na madrugada de ontem.
Durante a quarta-feira Osmar participou de novas reuniões com lideranças do PDT e dos outros dois partidos. E se conversou mais uma vez com o presidente do PDT, Carlos Lupi, que teria sido decisivo para levar o senador a decidir pela candidatura.
Foi Lupi que informou a Osmar que ele não poderia concorrer ao Senado numa aliança com o PSDB. Se optasse por desistir da disputa pelo governo, o senador teria que disputar a reeleição como candidato independente. Antes da decisão da Executiva Nacional do PDT, Osmar avaliava a proposta do PSDB de tê-lo como candidato ao Senado. O candidato do PSDB ao governo é o ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa.

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