Osmar decide quarta-feira novo depoimento de Jader
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domingo, 23 de setembro de 2001
Paulo de Tarso Lyra<br> Agência Estado<br> De Brasília 
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado examina nesta quarta-feira o pedido do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) para ser ouvido mais uma vez no Conselho de Ética, alegando que esta medida garante o seu direito de defesa. O relator do pedido será o senador Osmar Dias (PR), recém-filiado ao PDT. ''Estou consultando juristas da Casa e de fora do Congresso para basear a minha decisão, a partir do regimento interno e na Constituição Federal''. Apesar de não admitir, pessoas ligadas ao senador paranaense dão como certa a recusa ao pedido de Jader.
Apesar da importância da decisão, Dias disse que a resposta ao requerimento só ficou para essa semana porque o pedido não foi feito antes. ''O processo chegou às minhas mãos na tarde de sexta-feira. Por isso, vamos analisar na próxima sessão da CCJ, marcada para a manhã de quarta-feira''. O pedido de parecer da CCJ foi considerado uma medida protelatória arquitetada pelo PMDB, tentando adiar a votação do relatório dos senadores Jefferson Péres (PDT-AM) e Romeu Tuma (PFL-SP), que aponta indícios de envolvimento de Jader nos desvios do Banpará.
O relatório, apresentado na quinta, 13, estava previsto para ser votado na semana seguinte. Mas o presidente do Conselho de Ética, Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS), antes do início da votação, afirmou que encaminharia à CCJ um pedido de parecer para saber se o ex-presidente do Senado teria ou não que depor novamente perante o Conselho. ''Por uma questão de prazos, eu até espero que a CCJ negue o pedido. Mas essa é uma medida para evitar que, depois, se reclame que houve cerceamento de defesa'', desconversou Juvêncio.
Integrantes do Conselho de Ética, contudo, defendem que a CCJ deverá negar o pedido, pois Jader já depôs a um grupo de senadores do Conselho, em seu gabinete, o que elimina a tese de cerceamento de defesa. Caso o pedido de fato seja negado, os integrantes do Conselho votam na quinta-feira o relatório dos senadores Péres e Tuma. Se aprovado, ele será encaminhado à mesa do Senado, que terá um prazo para se pronunciar, durante o qual Jader poderá optar pela renúncia, para não perder os direitos políticos e ficar inelegível.


