Osmar busca apoio para CPI
Osmar busca apoio para CPI
O senador Osmar Dias (PSDB-PR) começou ontem a coletar assinaturas para a instalação da CPI dos Bingos no Senado. Até ontem à tarde, o tucano afirmou ter obtido mais de 20 nomes. Para a apresentação do pedido é necessário um terço (27) do número de senadores (81). Uma CPI tem mais poderes do que as comissões do Senado para convocar, exigir presença, argumentou. Osmar quer ouvir Rafael Greca, sobre as denúncias de irregularidades na autorização de bingos no País. O ministro disse ontem que está à disposição do Senado para prestar esclarecimentos.
Osmar quer ouvir Greca sobre as denúncias feitas anteontem à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado pelo ex-presidente do Instituto Nacional do Desenvolvimento e do Desporto (Indesp). O senador afirmou ontem ter obtido assinaturas de senadores do PSDB, PMDB, PT e PDT para a instalação da CPI. O PFL, partido do ministro, fechou defesa a Greca. Estamos diante de um problema sério que precisa ser esclarecido, disse o senador tucano. Ele voltou a dizer que o debate não é paroquial, como o ministro e alguns senadores querem pregar.
Já o senador Alvaro Dias (PSDB) cobrou ontem atenção do presidente Fernando Henrique Cardoso frente as acusações contra Greca. O assunto é sério demais para não merecer a atenção do presidente da República, que não pode postar-se como uma paisagem diante dessa farra de improbidade administrativa e ilegalidades. O ministro não pode fugir às responsabilidades, cobrou.
O senador, embora diga que confie nas apurações em curso no Ministério Público e na Polícia Federal, defende que o assunto merece uma CPI no Senado. Alvaro disse que o MP apontou a influência da máfia italiana no processo. Segundo ele, a máfia italiana organizou cinco firmas no Brasil para locação de máquinas caça-níqueis para operar bingos. Alvaro criticou Greca dizendo que ele permitiu a concessão de licenças para o jogo.
A ação cautelar do Ministério Público fundamenta-se no papel dos membros da máfia italiana na formulação da portaria, permitindo ilegalmente os bingos e camuflando caça-níqueis sob o nome de Máquinas Eletrônicas Programadas (MEPs), afirmou Alvaro. (Patrícia Zanin e Pedro Livoratti)





