Osmar busca alianças com PSDB e PMDB
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2002
Rosane Henn Equipe da Folha 
Curitiba - De olho em possíveis alianças políticas com partidos com densidade eleitoral e tempo de TV, o senador Osmar Dias (PDT) tem mantido conversas com representantes de siglas como o PSDB e o PMDB. E, embora não assuma formalmente o desejo de sair candidato ao governo do Estado, no lugar do irmão, o também senador Alvaro Dias, Osmar não descarta essa hipótese. Oficialmente, é candidato à reeleição a uma vaga no Senado.
Ontem, Osmar se reuniu pela manhã com o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), e à noite participaria de um jantar na casa do deputado estadual Caíto Quintana com o presidente do PMDB estadual, senador Roberto Requião.
Oficialmente, o senador pedetista argumenta que nenhuma aliança deve ser descartada e, mesmo tendo sido expulso do PSDB, não vê empecilhos para buscar um acordo com os tucanos. Osmar reconhece, no entanto, que a possibilidade de acordo com o tucanato local é remota por causa das fortes ligações do PSDB com o PFL. Apesar dessa proximidade, Osmar acredita que um acordo entre tucanos e pedetistas não é inviável, porque é visível que há um ruído na relação entre PSDB e PFL.
O encontro entre o senador e Hermas Brandão foi no gabinete do presidente da Assembléia e durou menos de uma hora. Segundo Osmar durante a conversa não foram cogitados nomes que comporiam uma possível chapa, discurso repetido por Brandão. Osmar salienta que não foi à reunião como representante do PDT e que comunicou a decisão à executiva do partido e ao irmão.
Já o deputado Hermas Brandão condiciona a aliança no Estado à determinação das executivas nacionais dos dois partidos. Vamos seguir a orientação de Brasília, que já lançou o nome do ministro José Serra à Presidência da República, e o PDT, pelo que parece, não vai apoiar essaa candidatura, disse Brandão. O PDT lançou há duas semanas o nome do presidente nacional do partido, Leonel Brizola, como candidato à sucessão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Brandão acredita que uma definição do quadro de alianças somente será possível em março, mas revelou que pretende continuar convidando outras lideranças políticas para discutir sucessão estadual. O próximo encontro a ser confirmado nos próximos dias, revelou o presidente da Assembléia, deve ser com Alvaro Dias.


