Curitiba - O senador Osmar Dias (PDT) passou o dia reunido com lideranças discutindo as prováveis alianças para as eleições deste ano. Em entrevista à FOLHA, Osmar disse que era ''difícil'' que alguma decisão fosse anunciada ainda na noite de ontem. ''Estamos reunidos aqui. Ainda não tenho nada para anunciar'', informou.
A decisão final do senador dependeria da desistência do governador Orlando Pessuti (PMDB) da disputa pela reeleição. ''A minha candidatura está decidida há um ano. Mas me dispus a negociar para tentar construir uma candidatura de entendimento'', disse Pessuti. O governador afirmou que a proposta é garantir um palanque forte, mas que poderia ser liderado tanto por ele quanto pelo pedetista. O governador também disse que estava aguardando uma ligação de Osmar ontem para concluir a negociação, o que não havia acontecido.
Pessuti tem sofrido uma pressão intensa para desistir da candidatura em favor de Osmar. Principalmente do ex-governador Roberto Requião (PMDB), que quer a aliança com o PDT. ''Eu quero essa aliança para a manutenção das políticas públicas'', afirmou. Requião diz que Pessuti não representa o governo dele. ''O meu governo teve 87% de aprovação, o Pessuti tem 10% na pesquisa porque ele teve um comportamento diferente. Ele criou dois governos. O meu e o dele, que começou depois que eu renunciei'', disse.
Enquanto o senador não concretiza nenhuma aliança, entre os partidos que o cortejam o nível de ansiedade ontem era alto. No PSDB, o presidente do diretório estadual, Valdir Rossoni, disse que está na fase do ''silêncio absoluto''. Rossoni tinha anunciado no início da semana que uma decisão de Osmar - favorável aos tucanos - seria anunciada na última terça-feira. O senador, no entanto, desmentiu a informação e disse que não precisa de ventríloquo para falar por ele.
Já o presidente do PT, Ênio Verri, se declarou confiante numa decisão favorável a aliança PT/PMDB/PDT, o que garantiria o palanque da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. ''Desde segunda estamos confiantes. O PMDB já fez os movimentos na direção de um acordo'', afirmou. Segundo Verri, Osmar conversou ontem com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. ''Foi uma conversa sobre conjuntura, só'', informou.

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