''Os fariseus ainda existem'', diz senador
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sexta-feira, 20 de julho de 2001
Edson Luiz Agência EstadoDe Belém 
Jader Barbalho afirmou ontem que sua saída do cargo foi fruto da campanha presidencial. Por trás de tudo isso está a sucessão. Interesse de diminuir o PMDB, afirmou o senador, que comparou sua situação atual, por causa das diversas acusações em que tem sido alvo, à injustiça sofrida por Jesus Cristo.
Ninguém está livre disso, nem eu, nem vocês e nem mesmo Jesus, afirmou. Os fariseus da época (de Jesus) ainda existem. O senador chegou ontem a Belém, de onde seguiu para o balneário de Salinópolis, onde pretende ficar com a família nos próximos dias.
Jader preferiu não comentou as trocas de notas entre ele e o Banco Central sobre as irregularidades, mas deixou claro que não recebeu qualquer tipo de apoio do Palácio do Planalto. Também não tem confirmou ter recebido a solidariedade ou mesmo o isolamento de Fernando Henrique O único abandono que não permitiria seria de minha mulher. O restante não passa de especulação, afirmou.
Jader negou que tenha se licenciado depois de um acordo político. A minha decisão foi pessoal, não partidária. Saí para não criar qualquer tipo de constrangimento nas investigações, afirmou o senador, ressaltando que não deixou sua vaga porque o Pará não poderia ficar sem um representante, apesar de seu pai, Laércio Barbalho e seu ex-secretário Fernando Ribeiro, serem seus suplentes.
Jader lembrou que, apesar de ter sido alvo de inúmeras denúncias de irregularidades durante seus dois governos e quando foi ministro da Reforma Agrária, nunca respondeu a nenhum processo. Espero que sejam materializadas as acusações nos 60 dias, pois até agora é só conversa fiada. Aí ficará provado que sou vítima de uma campanha orquestrada ao longo de um ano e cinco meses, sem que conseguissem provar.
O senador chegou no meio da tarde a Belém, mas preferiu não revelar por onde andou durante as 48 horas que antecederam seu pedido de licença do Senado. Andei por São Paulo e Brasília, limitou-se a dizer Jader. Fico sensibilizado de notarem minha ausência.


