Nas eleições municipais deste ano, o PTB elegeu 382 prefeitos. O PDT elegeu 437. Somados, os dois terão a partir de janeiro 15% dos prefeitos dos 5.507 municípios brasileiros. Em Londrina, por exemplo, os partidos venceram unidos a disputa eleitoral, com o pedetista Antonio Belinati na cabeça de chapa e o petebista Alex Canziani na vice. Em nível nacional, o PDT pode beneficiar-se com a maior organização do PTB, que está representado em um número maior de estados e municípios.
No Amazonas, Goiás e Roraima, por exemplo, o PDT não elegeu sequer um prefeito municipal, mas o PTB emplacou respectivamente nove, oito e quatro prefeitos. Por outro lado, o PTB não terá nenhum prefeito assumindo mandato dia 1º de janeiro no Amapá, onde o PDT conseguiu eleger um prefeito.
O melhor desempenho do PDT nas eleições municipais foi no Paraná, onde o partido elegeu 112 prefeitos. Confirmando a tese de que é mais forte no Centro-sul, o PDT teve seu segundo melhor desempenho no Rio Grande do Sul, onde elegeu 85 prefeitos. Em Minas Gerais, o partido emplacou 43 novos prefeitos.
No Nordeste o desempenho foi bem pior: três prefeitos eleitos em Alagoas, oito na Bahia, dez no Ceará, quatro no Maranhão, 21 na Paraíba, 17 em Pernambuco, seis no Piauí, um no Rio Grande do Norte e um em Sergipe.
O desempenho do PTB nas urnas este ano demonstra que o partido pode complementar satisfatoriamente o PDT, pois é mais forte no Nordeste e mais fraco no Centro Sul. O PTB teve seu melhor desempenho eleitoral na Bahia, onde elegeu 85 novos prefeitos. No Paraná, o partido conquistou 54 municípios. No Piauí, o PTB terá 20 prefeitos a partir de 1º de janeiro. (L.L.)

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