Ortodoxo, Azevedo é defensor do sistema de metas de inflação
Brasília - A indicação do economista Rodrigo Telles da Rocha Azevedo para a diretoria de Política Monetária do Banco Central garantirá maioria ao grupo considerado extremamente conservador no Comitê de Política Monetária (Copom). Luiz Augusto de Oliveira Candiota, que deixou o BC ontem, era tido como um dos diretores mais sensíveis à adoção de uma política de juros que não sacrifique tanto o crescimento econômico.
Azevedo que até ontem atuava como economista-chefe do banco Credit Suisse First Boston (CSFB), por sua vez, é considerado um economista ortodoxo e defensor ardoroso do sistema de metas de inflação. O pensamento de Azevedo em relação a diversas questões macroeconômicas está em perfeita sintonia com o raciocínio majoritário do Copom. Em situações de fortes oscilações do câmbio, por exemplo, Azevedo defende que os juros são o instrumento ''primário'' de ação do BC, e que ele deve ser utilizado somente quando essa variação afetar as perspectivas de inflação futura, mesmo raciocínio defendido atualmente dentro do BC. (A.E.)





