Ortigueira pede reforço policial nas eleições
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quinta-feira, 04 de outubro de 2012
Edson Ferreira <br>Reportagem Local 
Com apenas cinco policiais militares para atender uma população de 27 mil habitantes, Ortigueira (Centro-Oriental) está entre as cidades do Paraná que requisitaram reforço na segurança para o próximo domingo, data do primeiro turno das eleições municipais. O ofício, encaminhado à Secretaria de Segurança Pública do Paraná, à Polícia Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), é assinado pelo juiz eleitoral da 167 Zona Eleitoral, Mauro Monteiro Mondin. Ele acatou pedido feito, no final de setembro, pela coligação Ortigueira Rumo ao Novo Tempo, encabeçada pela candidata à prefeitura Lourdes Banach (PPS).
Alegando ''grandiosa instabilidade de segurança deste período final de propaganda eleitoral até o final da apuração'', a coligação aponta suposta compra de votos que estaria ocorrendo em Ortigueira em ''escala industrial''. Ainda conforme o documento ao qual a FOLHA teve acesso, ''grupos armados'' seriam responsáveis pela coação de eleitores e pela retirada de cartazes de propaganda da candidata do PPS. O presidente do partido, Altair Campos de Souza, disse que a campanha foi prejudicada. ''Não fizemos nenhum palanque, por medo. Queremos terminar a eleição vivos.'' Souza acusa a candidatura adversária, da coligação De Mãos Dadas por Ortigueira, de Ademir Frazzato (PV), pela ''pressão'' que estaria ocorrendo.
A reportagem não conseguiu localizar Frazzato, mas a advogada da coligação, Viviane, afirmou apenas que ''as eleições em Ortigueira estão ocorrendo normalmente''. Ela disse que desconhecia o pedido feito para o reforço na segurança.
Embora tenha solicitado o reforço, o juiz não confirmou as denúncias feitas pelo PPS. ''Não há notícias de algo grave ou que confrontos tenham ocorrido.'' Em entrevista à FOLHA, Mondin reconheceu, porém, que existem dificuldades para que a fiscalização alcance todas as regiões da cidade. ''Ortigueira é a quarta cidade em extensão do Paraná, com grande área rural e fica difícil fiscalizar.'' O Ministério Público Eleitoral (MPE) também negou que existam denúncias de compra de votos. ''Nenhuma denúncia concreta chegou até nós. Aliás, é bom esclarecer que nenhum candidato tem condições de saber quem votou em quem e por isso quando o político fala em anotar número de título, local em que vota, pode ser, no máximo, para criar constrangimento no eleitor'', afirmou o promotor eleitoral Thiago Artigas Niclewicz.
A assessoria de imprensa da Sesp não soube informar se a solicitação por mais efetivo para as eleições em Ortigueira já havia sido analisada e sugeriu que o contato fosse feito com o comando regional da PM. Na 3 Companhia da Polícia Militar, de Telêmaco Borba, a assessoria afirmou que o assunto deveria ser tratado apenas com o comandante, Major Jairo Antunes, que não estava no momento.


