Orsi defende troca de Bonilha
Arquivo FolhaOrsi: CP deve prosseguir, mas se for comprovada a culpa de Bonilha, vereador que preside a CP deve ser substituídoO presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Orsi, disse ontem que as entidades que compõem o Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina estão acompanhando o caso de tentativa de chantagem contra o prefeito Antonio Belinati e que se for comprovada a culpa de Orlando Bonilha, o vereador deve ser substituído na Comissão Processante da Câmara. Bonilha é presidente da CP.
O empresário acrescentou que independentemente da denúncia, os trabalhos da CP devem prosseguir, mas reclamou que Belinati deveria ter feito a divulgação das gravações imediatamente. ‘‘Um prefeito que clama pela moralização pública teria mandado prender os vereadores no dia 28’’, disse, referindo-se à data da gravação.
O presidente da Acil criticou ainda a posição de Belinati, que promete não ir depor na quarta-feira, na Câmara, conforme foi intimado. ‘‘A expectativa da sociedade organizada é que o prefeito preste seus esclarecimentos; ele fica em uma posição mais delicada ainda com esta decisão’’, ressaltou. Belinati é acusado de improbidade administrativa e promoção pessoal na publicidade com a inauguração do Pronto Atendimento Infantil (PAI), em março de 1999.
O coordenador do Centro de Direitos Humanos (CDH), advogado Carlos Roberto Scalassara, que também integra o Movimento pela Moralização, voltou a criticar a demora de Belinati em entregar as provas que podem comprometer Orlando Bonilha. De acordo com o advogado, embora as revelações feitas por Belinati possam colocar o presidente da comissão sob suspeita, a tramitação da CP se dá através do decreto-lei 207/67, que determina todos os passos das investigações. ‘‘Acho que enquanto nada for comprovado, a comissão deve continuar’’, afirmou.
Segundo o advogado, a divulgação da fita no momento em que a CP pretende ouvir o prefeito em depoimento é ‘‘chantagem’’. ‘‘O prefeito está sendo omisso. Se ele realmente zelasse pelo patrimônio público, já teria entregue todo este material à promotoria e tornado tudo isto público’’, reafirmou.
Scalassara ressaltou que o prefeito se omitiu ao não divulgar o conteúdo das conversas com os vereadores tão logo teve em mãos provas de que houve uma tentativa de acerto para impedir a aprovação da CP. (P.L. e L.O.)

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