Oriovisto e Arns surpreendem e ficam com as duas vagas do PR no Senado
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domingo, 07 de outubro de 2018
Rafael Costa/Reportagem Local 
Oriovisto Guimarães (Podemos) e Flávio Arns (Rede) surpreenderam na reta final e ficaram com as duas vagas do Paraná no Senado, desbancado os ex-governadores Roberto Requião (MDB) e Beto Richa (PSDB), que ficaram na terceira e na sexta colocações respectivamente.
Com 99,97% das seções apuradas, o Professor Oriovisto marcou 29,17% dos votos, e Arns, 23%. Requião acabou com 15,08%. Já Richa, com 377.738 mil votos, teve um desempenho ainda mais baixo do que as pesquisas de intenção de voto apontavam na última semana: terminou com 3,73% dos votos, atrás de Alex Canziani (PTB) e Mirian Gonçalves (PT). Oriovisto fez 2.956.384 de votos.

"É claro que eu tinha esperança de sair vitorioso, mas eu recebi [a vitória] com uma satisfação enorme", disse Guimarães ao ser questionado se houve surpresa com o resultado. Ele falou à imprensa ao lado de Ratinho Junior (PSD), no TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), por volta das 19h20 de domingo (7), depois de uma entrada tumultuada no prédio, que estava lotado de apoiadores.
"Essa identificação da população com a minha mensagem é algo que me deixa com ainda mais fé de que vou poder realmente lutar por essas propostas no Senado. Acho que o povo está falando isso, claramente, com a votação que eu tive", comemorou.
O senador eleito disse que, ao lado de Alvaro Dias (Pode) e de Arns, formará "um time de senadores como o Paraná nunca teve: coesos, brigando, pleiteando para ajudar o Estado com tudo o que a gente puder trazer", disse.
Em nível nacional, Guimarães disse que seu principal compromisso será no combate à corrupção, juntamente com a agenda de reformas. Ele deixou implícito que apoiará o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno ao afirmar que espera que o PT não esteja na Presidência. "Não sendo o PT, vai ser fácil trabalhar. Acho que o Brasil está cobrando decisão, solução. A partir de 1.º de janeiro, o Paraná e o Brasil serão outro estado e outro país. Quero atuar nesse sentido", disse.
REVISANDO AS PESQUISAS

Flávio Arns chegou ao TRE-PR cerca de 25 minutos depois de Ratinho Junior e do Professor Oriovisto. Lembrado sobre a campanha de 2002, em que se elegeu mesmo com pesquisas de intenção o colocando na quarta colocação, Arns disse que os levantamentos precisam ser revistos.
"Indo para o Paraná todo, a gente via alegria, disposição do povo todo. A gente chegava aos municípios e [havia] pessoas de todos os partidos políticos vindo juntos na reunião, no debate, na discussão. A pesquisa não apontava isso, mas a gente sabia que a força era grande", disse.
O senador eleito destacou que sua campanha foi sustentada por voluntários. "Foi uma campanha de boca em boca, pessoa em pessoa, cada uma sendo um comitê", contou.
Ele lamentou a trajetória de Beto Richa (PSDB) na campanha, de quem foi vice-governador entre 2010 e 2014. "A gente espera que ele também possa apresentar todas as suas razões - tenho certeza de que ele vai fazer. Agora é pensarmos que o Brasil tem de ser passado a limpo. E, de um jeito ou de outro, a gente tem de enaltecer o trabalho valoroso, bonito da magistratura, do Ministério Público, da Polícia Federal, do Gaeco. Porque o que a população mais quer é transparência, lisura, honestidade, valores", disse.
Arns não se posicionou pessoalmente sobre a campanha presidencial, nem apontou qual deve ser a postura da Rede Sustentabilidade no segundo turno.
"A gente espera, também, que o resultado favoreça o Brasil, sempre. Nós, no Senado, temos de fazer um bom trabalho, sempre, de negociação, de diálogo, de entendimento com o governo federal", respondeu.


