Jerusalém - Cerca de 70 empresas brasileiras buscam parcerias e negócios em Israel, estimuladas pelo acordo de livre comércio firmado pelo país com o Mercosul e pelo projeto israelense de ampliar em US$ 1 bilhão seus investimentos produtivos no Brasil. Essa potencial expansão das vinculações econômicas Brasil-Israel será detalhada hoje em um seminário empresarial que será aberto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desembarcou no final da tarde de ontem para uma visita oficial ao país.
De acordo com o Itamaraty, há expectativas em relação à possível participação da construtora Camargo Correa na obra de transposição de água para o Mar Morto. O projeto considerado mais viável prevê a coleta no Mar Mediterrâneo e o aproveitamento de uma queda d'água de 400 metros para a construção também de uma hidrelétrica e de uma estação de dessalinização. O custo da obra é estimado em US$ 7 bilhões. A iniciativa, entretanto, ainda enfrenta resistência política interna em Israel.
A área de defesa também desperta a atenção de pelo menos três empresas privadas e do governo brasileiro. Em especial, em relação à absorção de equipamentos, de tecnologia e de logística para a segurança da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 e para a vigilância das fronteiras do País. O seminário também atrairá a atenção de 210 empresários israelenses dos setores imobiliário, farmacêutico, biotecnológico, de semicondutores, de comunicações, de tecnologia e de segurança.
Amanhã, 16 representantes de empresas brasileiras seguirão para Belém, com a atenção voltada para o plano Palestina Movendo-se Adiante, lançado no ano passado pela Autoridade Nacional Palestina. O plano envolve 201 projetos de infra estrutura considerados prioritários para os territórios palestinos, ao custo total de US$ 5,5 bilhões. As oportunidades de negócios serão exploradas em um seminário organizado pelo Itamaraty, que também terá a presença de Lula.
A jornada do presidente ao Oriente Médio será encerrada em Amã, na Jordânia, onde 55 empresários brasileiros e 300 jordanianos se reunirão com a expectativa de ampliar as trocas comerciais.

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