Órgãos públicos vetam trajes inadequados
Curitiba - A maioria dos principais prédios públicos em Curitiba mantém regras informais a respeito dos trajes de funcionários e visitantes, com exceção da Câmara. A portaria nº 35, do dia 28 de fevereiro de 2007, assinada pelo diretor-geral da Câmara, José Domingos Borges Teixeira, proíbe ''o ingresso e permanência de funcionários, estagiários, aprendizes e terceirizados nas dependências do Legislativo Municipal e seus Anexos, em trajes indiscretos, tais como: camisetas curtas, bermudas, bustiês, bonés e chinelos''. Em outro trecho da portaria, pede-se que as regras também sejam recomendadas aos visitantes.
A existência de uma portaria que trata do assunto, no entanto, só foi descoberta pelo chefe do cerimonial da Câmara, Luiz Fernando de Lima, após o contato da reportagem. Lima explica que, informalmente, os seguranças que atuam no plenário já estão orientados a abordar pessoas que estejam com trajes inadequados. Fora do plenário, segundo ele, não há rigor.
Já na Assembléia Legislativa, regras sobre trajes só começaram a ser colocados em prática recentemente, quando o deputado Nelson Justus (DEM) se tornou presidente da Casa. Nas paredes do edifício foram colados avisos sobre as novas exigências, que estariam vigorando desde o dia 12 de fevereiro. No aviso, a informação é de que pessoas trajando bermuda, chinelo ou camiseta regata não poderiam entrar no local.
A assessoria de imprensa da Casa confirmou que os seguranças na entrada do edifício têm seguido à risca a orientação, inclusive impedindo a entrada de manifestantes (com trajes inadequados), mas enfatizou que também há o uso do bom senso.
Na sede do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná e no Palácio das Araucárias, do Governo do Estado, ambos em Curitiba, não há regras expressas. A assessoria de imprensa do TJ informou, porém, que, por tradição, os homens que participam das sessões plenárias do órgão devem estar de gravata. (C.S.)





