O Conselho Universitário (C.U.) da UEL tem nova reunião amanhã à tarde para discutir os trabalhos de uma comissão de permanente de investigação formada para apurar as denúncias de corrupção envolvendo a chefia de gabinete da reitoria. Na última sexta-feira, a comissão ouviu três funcionários da reitoria, mas os nomes estão sendo mantidos em segredo.
O presidente da comissão, professor César Caggiano dos Santos, disse ontem que o grupo não pretende pedir o afastamento do reitor Jackson Proença Testa do cargo, como foi cogitado na última reunião do C.U. – que é o órgão máximo da instituição. ‘‘Pelo menos de nós não vai partir essa proposta’’, disse. A comissão permanente foi formada depois que outra comissão, com membros indicados pelo reitor e com o mesmo objetivo, pediu suspensão dos trabalhos.
Além da UEL, as denúncias envolvendo o gabinete do reitor estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP) de Londrina e também pela Polícia Civil, que abriu um inquérito para apurar o furto de três computadores da reitoria menos de uma semana após a denúncia de TV Márcio Mello. Um dos computadores era de uso pessoal de Itaicy. O delegado Marcelo Sakuma, responsável pelo inquérito, já tem um suspeito mas ele ainda não foi localizado.
O caso UEL também provocou a renúncia do vice-reitor Márcio Almeida, que saiu do cargo criticando a atuação de Testa – que não afastou Itaicy, apesar das denúncias de corrupção – e insinuando a existência de novas irregularidades. Uma delas seria a existência de uma gravação onde Itaicy negociava propaganda superfaturada da universidade.
Almeida também comentou a existência de uma caixa na reitoria, que seria de Itaicy, contendo informações que poderiam auxiliar o trabalho do MP e da polícia. A caixa, com fitas de áudio e de vídeo e dezenas de fotos, foi apreendida pelo MP e está sob análise do Instituto de Criminalística. (Da Redação)

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