Curitiba - Depois de três adiamentos, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná concluiu o julgamento e negou ontem o agravo regimental do conselheiro afastado do Tribunal de Contas (TC) Fabio Camargo, filho do ex-presidente do TJ Clayton Camargo. O ex-deputado tenta, sem sucesso, retornar ao cargo desde novembro de 2013.
A análise do recurso já havia sido interrompida nas sessões dos dias 3 e 17 de fevereiro, quando os desembargadores José Augusto Gomes Aniceto e Robson Marques Cury, respectivamente, pediram vista do processo. Um mês depois, em 17 de março, Xavier teria de apresentar seus argumentos, no entanto, se ausentou da sessão por estar de licença do Judiciário.
Desta vez, porém, não houve mais interferências, e a maioria do colegiado, de 25 integrantes, acabou seguindo o voto da relatora, Regina Portes. Ela julgou procedente o mandado de segurança de um dos candidatos derrotados na eleição, Max Schrappe. Na peça, o empresário cita a existência de supostas irregularidades no pleito do TC, conduzido pela Assembleia Legislativa do Estado, como ausência de quórum qualificado no primeiro turno e inconsistência na apresentação da documentação exigida.
Com isso, Camargo segue afastado do TC, pelo menos até o julgamento do mérito do caso. A assessoria de imprensa do TJ não soube informar quando isso deve ocorrer. A princípio, a próxima sessão contenciosa do Órgão Especial está marcada para 14 de abril.
Procurado pela FOLHA, o advogado Bernardo Duarte Almeida Fonseca, responsável pela defesa de Fabio Camargo, afirmou que ele e seu sócio estavam viajando ontem, motivo pelo qual uma terceira pessoa, com a qual a reportagem não conseguiu contato, foi designada para acompanhar a sessão. Segundo Fonseca, a defesa aguarda a decisão final do TJ, enquanto analisa a adoção de novas medidas.

mockup