Organizações sociais assinam nota em defesa de arcebispo de Londrina
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de julho de 2019
EQUIPE DA FOLHA 

Em defesa do arcebispo
Vinte e quatro organizações sociais populares de Londrina e região assinam nota conjunta em que demonstram apoio ao arcebispo de Londrina, Dom Geremias Steinmetz, que tem sido criticado por entidades da sociedade civil organizada por permitir, segundo elas, a “infiltração da ideologia esquerdista” na arquidiocese. “As entidadades abaixo nominadas vêm por meio desta declarar o nosso veemente repúdio aos ataques proferidos por uma parcela do segmento patronal de Londrina, por entender que tal manifestação é um total desrespeito à postura evangélica da Arquidiocese de Londrina e principalmente ao seu pastor Dom Geremias”, diz a nota.
CNBB e a reforma da Previdência
“A forma, os motivos e as considerações que fundamentam os ataques públicos emanados por tais representantes patronais ao arcebispo nos levam a fazer a seguinte leitura: querem impor uma Igreja que regojiza com as profundas dificuldades que vêm sendo impostas às camadas sociais mais carentes; querem uma Igreja que se abstenha de defender leis que contemplem uma proteção social digna; condenam a postura de Dom Geremias por ele não se alegrar com as injustiças sociais e por fazer do seu pastoreio uma jornada em defesa dos injustiçados”, prossegue o manifesto. As organizações afirmam ainda que foi em defesa dos trabalhadores que a arquidiocese compartilhou, em comunhão com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), uma cartilha de orientação sobre a Reforma da Previdência, “que deixa claro em vários pontos os prejuízos que trarão aos necessitados, priorizando os interesses da elite”.
Quem assina
Assinam a nota as seguintes organizações: Associação Juízes para a Democracia; Frente Povo Sem Medo; Frente Brasil Popular; Coletivo Feminista Classista Marielle Franco; Coletivo dos Sindicatos de Londrina; Coletivo Paulo Freire; APP Sindicato - Núcleo Sindical Londrina; Sindicato dos Bancários de Londrina e Região; Associação dos Servidores da Universidade Estadual de Londrina (Assuel); SindPrevs Paraná; Sinterc Paraná; SindSaúde Paraná; Sindiprol/Aduel; Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina; Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina; Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná; CUT – Regional Norte Central; Evangélicos Pela Justiça; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; Coletivo Mobiliza Londrina; Rede de Médicas e Médicos Populares; Levante Popular da Juventude e Consulta Popular.
Observatório vai ampliar controle de despesas do Estado
A Controladoria-Geral do Estado (CGE) apresentou nessa terça-feira (16), durante reunião de secretariado, a nova metodologia de trabalho do Observatório da Despesa Pública (ODP), criado para ampliar o controle de gastos de custeio do Estado, como folha de pagamento e contratos. “Trata-se de um trabalho que passará a ser permanente da CGE. Auditar todos os gastos, despesas, contratos, pagamentos e pessoal do Estado”, explicou o controlador-geral do Estado, Raul Siqueira. Segundo ele, o observatório vai produzir informações estratégicas com objetivo de identificar fraudes, riscos, irregularidades e mau uso do dinheiro público. Uma das tarefas do observatório será avaliar a composição da remuneração de cerca de 274 mil servidores ativos e inativos. O trabalho deve ser concluído ainda neste ano, segundo informou a Agência Estadual de Notícias.
Novo senador
O ex-governador do Tocantins e ex-deputado federal Siqueira Campos (DEM-TO) – que completará 91 anos no próximo dia 1º – tomou posse como senador, na vaga de Eduardo Gomes (MDB-TO), que assumiu cargo no governo do estado, de quem era primeiro suplente. A cerimônia de posse foi transformada em uma sessão especial, uma deferência do presidente da casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que e disse privilegiado por presidir o Senado em um momento que classificou como histórico. Campos foi um dos líderes que deflagrou o movimento popular pela criação dos estados do Tocantins e do Amapá, durante a Assembleia Constituinte de 1988, Siqueira Campos defendeu, na cerimônia de posse, a criação de mais 13 estados no Brasil. “Temos um território imenso. Imaginem que, no Pará, há uma cidade cuja jurisdição é maior que a do estado do Tocantins praticamente. Refiro-me à cidade de Altamira”, disse.
Trabalho extra da PRF
O presidente Jair Bolsonaro sancionou na terça-feira (15) lei que libera R$ 36 milhões para o pagamento de indenização a policiais rodoviários federais. O benefício será pago apenas ao profissional que concordar em reduzir o período de repouso para participar de ações consideradas “relevantes, complexas ou emergenciais” pela corporação. A Indenização pela Flexibilização Voluntária do Repouso Remunerado foi criada pela Lei 13.712, de 2018. O benefício de “caráter temporário e emergencial” foi fixado em R$ 420 para o policial rodoviário federal que trabalhar durante seis horas no período de repouso e em R$ 900 para quem trabalhar por 12 horas. A verba não pode ser paga cumulativamente com diárias ou indenização de campo.
Proibição nos ônibus
Um projeto curioso, que contraria a prática nos municípios brasileiros foi apresentado na Câmara federal, pelo deputado Frei Anastacio Ribeiro (PT-PB). O Projeto de Lei 2955/19 altera o Código de Trânsito Brasileiro para punir com multa e apreensão do veículo o condutor de ônibus ou de micro-ônibus do transporte coletivo urbano que exercer, ao mesmo tempo, a função de cobrador. Autor do projeto argumenta que, ao exercer também a função de cobrador, o condutor de veículo de transporte coletivo atenta contra a segurança de passageiros e de pedestres, colocando em risco a garantia fundamental de inviolabilidade do direito à vida. “É inegável que cobrar enquanto dirige o veículo tira a concentração do condutor, configurando “privilegio ao lucro em detrimento da segurança e da vida de pessoas”, afirma.


