O prefeito eleito Nedson Micheleti recebeu ontem à tarde do presidente da Câmara, Flávio Vedoato (PL), cópia da proposta orçamentária de 2001. ‘‘Essa é a nossa parcela de contribuição ao futuro prefeito’’, afirmou Vedoato. Além de dele, outros 11 vereadores estiveram reunidos para receber o novo chefe do Executivo. O vereador eleito João Dib Abussafi Filho (PRTB) também esteve presente.
O orçamento de 2001 deverá ser aprovado até o dia 31 de dezembro, um dia antes da posse do novo governo. Até lá, a proposta poderá receber emendas ou alterações. Pelo documento, Nedson vai ter disponível R$ 420,9 milhões, sendo R$ 206,9 milhões para a administração direta, R$ 154,8 milhões para a indireta e R$ 59 milhões que serão gastos com empresas públicas. O valor é 25% menor do que o orçamento deste ano.
Vedoato destacou que o prefeito eleito poderá propor as alterações que achar necessárias para adequar o orçamento às propostas do novo governo. ‘‘Basta apresentar emendas através de algum vereador’’, afirmou. O presidente da Câmara disse também que espera que o relacionamento entre Legislativo e Executivo, a partir do ano que vem, seja mais tranquilo do que na época do prefeito cassado Antonio Belinati (PFL). ‘‘Será o prefeito quem vai dar o tom; mas pela que vimos na campanha, não haverá problemas.’’
Nedson disse que iria repassar a peça orçamentária para análise técnica. Ele garantiu que, se necessário, poderá apresentar sugestões de mudanças. ‘‘Apresentarei essas sugestões diretamente ao presidente do Legislativo, e não através de vereadores.’’ Ele reafirmou a preocupação em adequar o orçamento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ‘‘Até porque serei eu o responsável pela execução da lei’’.
O prefeito eleito também disse esperar um relacionamento tranquilo entre Executivo e Judiciário, sem a preocupação de formar um bloco de sustentação do governo. ‘‘Pelo menos não vou formar o bloco do Nedson’’, brincou. ‘‘Mas o que nós temos de novo é que a sociedade está mais atenta e é preciso ter uma relação transparente.’’ Ele disse ainda que não vai interferir na escolha do novo presidente do Legislativo. (L.H.)

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