Brasília- O Congresso aprovou na madrugada de ontem o Orçamento Geral da União para 2002, com previsão total de gastos de R$ 650,4 bilhões. O setor mais beneficiado com verbas para investimentos foi o de infra-estrutura, com R$ 4,36 bilhões. Depois vem o de integração nacional e meio ambiente, com R$ 2,53 bilhões; o de saúde, R$ 2,4 bilhões; o de justiça e defesa, R$ 2,29 bilhões, e o de educação, cultura, ciência e tecnologia, esporte e turismo, com R$ 1,88 bilhão.
As áreas de agricultura e desenvolvimento agrário terão R$ 693,5 milhões para investimentos; os poderes do Estado (Legislativo, Judiciário e Executivo), R$ 571,9 milhões; fazenda e desenvolvimento, R$ 349,3 milhões, e previdência social, R$ 251,8 milhões. No total, os investimentos previstos na proposta de lei orçamentária são de R$ 16,49 bilhões.
A votação do Orçamento da União só foi possível depois que o governo tirou do Orçamento a previsão de arrecadação de R$ 1,4 bilhão resultante de uma possível cobrança da contribuição dos inativos, aceitou recalcular cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas de 1 milhão de pequenos agricultores e tirou da rubrica dos investimentos os R$ 400 milhões que serão gastos na compra de computadores para escolas públicas.

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