Brasília - O Orçamento de 2002 poderá sofrer cortes de R$ 6 bilhões no decreto de programação financeira que será publicado pelo governo federal. O governo encontrou uma diferença de R$ 4,3 bilhões entre o que deve ser arrecadado e a previsão feita pelos congressistas. Além de uma arrecadação menor, também será necessário cobrir uma despesa extra de R$ 1,67 bilhão decorrente da correção da tabela do Imposto de Renda em 17,5% a partir de janeiro.
Na quinta-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou o Orçamento de 2002 com uma programação de despesas temporárias de R$ 5 bilhões. Uma das principais fontes de receita que deverão ser confirmadas até o final deste mês é a adesão dos fundos de pensão a um esquema de pagamento facilitado de dívidas antigas.
Os congressistas calcularam uma arrecadação de R$ 7 bilhões com o pagamento dessas dívidas antigas. Mas o governo já informou que a receita de Imposto de Renda dos fundos deverá ficar em torno de R$ 6,5 bilhões este ano.
No Congresso, também houve uma elevação de mais de R$ 700 milhões no IR incidente sobre operações cambiais. Mas a avaliação do governo é a de que os ganhos resultantes dessas operações não serão tão grandes este ano como foram em 2001.

mockup