Orçamento menor reduz em 50% equipe de Cheida na TV
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quarta-feira, 23 de agosto de 2000
Patrícia Zanin De Londrina 
A equipe de produção dos programas de TV do candidato do PMDB à Prefeitura de Londrina, Luiz Eduardo Cheida, desligou-se ontem da campanha. O coordenador da equipe, jornalista e produtor Lourivaldo Pontedura, alegou adequação orçamentária. Ele negou que uma crise financeira tenha empurrado o grupo, de 16 pessoas, a deixar a campanha. As pessoas que estavam comigo receberam, afirmou Pontedura, que é de Londrina, mas trabalha em São Paulo e hoje volta à capital paulista.
De acordo com o jornalista, a campanha do candidato teve de mudar de produtora para uma adaptação de orçamento. Ele disse que não aceitou continuar porque uma estrutura menor inviabilizaria seu projeto.
Na nova produtora contratada, Pontedura diz que trabalharão oito pessoas a metade do grupo atual, que foi todo substituído. Com a equipe do jornalista trabalhavam seis pessoas na criação e na redação de programas, outras três na produção e sete na parte técnica.
Apesar da redução significativa da estrutura, Pontedura acredita que será possível manter a qualidade dos programas. Já tem bastante material feito e scripts (roteiros de programas) que poderão ser usados. O corpo e o formato da campanha na TV estão prontos e a nova produtora deve trabalhar em cima disso, explica o jornalista.
Pontedura disse que tinha planos de levar Cheida ao segundo turno. E continuo acreditando que ele tem a melhor condição de ir ao segundo turno, afirmou. O peemedebista está em terceiro lugar na Pesquisa Folha, antecedido pelo candidato do PDT, Homero Barbosa Neto, e pelo candidato do PSDB, Luiz Carlos Hauly. Pontedura diz que pretende continuar colaborando com a campanha indiretamente. Vou continuar dando palpite, garantiu.
Procurado pela Folha, um dos coordenadores de campanha de Cheida, Wilson Bazzo, disse ontem que a reestruturação da equipe reflete a campanha modesta do PMDB. Questionado sobre a dificuldade de captação de recursos, ele não quis entrar em detalhes. Mas admitiu que o fator dinheiro pesou, junto com o que chamou de necessidade de adequação da estrutura, que teria sido superdimensionada. Bazzo garantiu que os programas continuarão indo ao ar. Tentaremos garantir a mesma qualidade.


